Red Hot!

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Eu sei, falta mais de um mês ainda pro Circuito Banco do Brasil. Mas já estou na pilha de ver eles ao vivo!

Red Hot Chilli Peppers foi uma banda muito marcante na minha adolescência, e até hoje acho que algumas das suas melhores músicas saíram nos anos 90. É também uma das bandas preferidas do meu irmão, e por isso é um som que sempre esteve presente na minha casa…

Com uma banda assim, sempre tenho aquela dúvida de qual música deles postar. Escolhi uma pelo clipe, que é dos meus preferidos e pra matar saudade da cabeleira do Anthony Kiedis ❤

Boa terça!

Clarice disse

Hoje é dia de show da Clarice Falcão no Granfinos. Pra quem não conhece, ela é a menina bonitinha de cabelos pretos e olhos claros da Porta dos Fundos e suas músicas, ao mesmo tempo que são doces, tem algo a dizer.

Vocês também podem se lembrar dela da propaganda do Pão de Açúcar com O Que Faz Você Feliz.

Mas como nem só de show vive o homem, logo após a Clarice tem festa! A música que escolhi pra hoje também tem uma vocal feminina e uma letra maravilhosa, porém com um clima mais festinha…

The Kills, Cheap and Cheerful

I’m bored of cheap and cheerful
I want expensive sadness

Chan Chan Chan Chaaaan!

Cat-Power

Já que as meninas decidiram fazer uma semana Cat Power, quero participar também!

Conheci a moça na época da Escutatória, com uma música chamada American Flag. Detestei. Baixo astral total, nem procurei saber mais sobre ela.

O tempo passou, a próxima notícia que tive foi que a Cat Power tava dando show – não no sentido de entreter o público, no sentido Jõao Gilberto de reclamar do som, do público, dos músicos… Poxa, sério? A mulher é baixo astral e chata?

Não, nem é. Pra se redimir dos episódios de surto de estrelismo, ela fez um ótimo vídeo do Funny or Die rindo (ou, no caso, sofrendo) de si mesma e do seu tipo de atitude nos palcos – ponto pra ela.

O vídeo é esse aqui (this lady makes me sad…).

E apesar de ainda concordar com a menininha do vídeo acima, reconheço que ela é uma boa artista e escolhi essa linda apresentação ao vivo no programa Later… With Jools Holland pra hoje. Uma homenagem pras minhas amigas musiques e quem mais estiver no clima do show.

Um beijo pra vocês!

aos 70

paul

Lembra da primeira vez que você parou e pensou “é, esse cara é foda”?

Eu lembro.

A primeira música que aprendi a cantar em inglês foi dele, Michelle. Passei a infância escutando Beatles, Wings, sua carreira solo, ele sempre foi o Beatle preferido do meu pai.

E foi depois de anos escutando e sendo influenciada por tudo isso que um dia peguei o Abbey Road porque EU queria escutar. Oh Darling começa como mais uma balada, mas na hora que ele solta a voz… foi a hora que eu parei e pensei “esse cara é demais”. E ele deixou de ser um velho que faz músicas que meu pai escuta, e eu me identifiquei com o som dele. Ele, que com menos de 30 anos tinha criado um dos melhores álbuns de música da história.

E hoje ele tem 70.

O que se espera de um artista de 70 anos de idade é bem diferente do que se espera de um de 20. O som de Sir Paul hoje é um easy listening muito gostoso. Querer, é claro que eu queria ter visto o Paul McCartney com seus 30 anos soltando a voz e imaginando como seria a vida aos 64. Mas me sinto privilegiada de vê-lo de qualquer forma.

Primeiro, I’m Gonna Write Myself a Letter do seu último álbum, Kisses on The Bottom.

E pra lembrar porque a gente ama ele, Oh Darling.

Pra vocês, boa sexta.

Pro Paul, até amanhã ❤

 

12 músicas para conhecer Paul McCartney

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Não, eu não estou falando do Paul dos Beatles. Sim, ele é um Beatle e a gente ama ele por tudo que ele fez pela música com seus companheiros de Fab Four, mas a banda acabou nos anos 70 e McCartney não parou mais de trabalhar desde então. São mais 40 anos de música. Agora pense de novo e responda: você conhece Paul McCartney?

Com o show dele no fim de semana fiquei pensando em o que eu gostaria de ouvi-lo tocar e percebi que conheço muito pouco do seu trabalho atual. Falei um pouco sobre seu último trabalho, Kisses on the Bottom, quando ele lançou esse clipe lindo mas não foi algo que tenha me empolgado tanto. Percebi que o que mais gosto da sua carreira solo aconteceu antes dos anos 2000 (olha a idade aparecendo!) e decidi pesquisar um pouco mais sobre seus maiores sucessos.

Achei uma lista com seus 10 maiores sucessos como artista solo e… surpresa, todas as músicas são do século passado. Talvez não tenha ajudado muito com o que esperar do show deste sábado, mas… Ajuda a conhecer um pouco melhor do artista.

Não concordo 100% com o ranking pois pra mim faltou uma música fundamental, mas gostei pelo fato de ter várias ali que eu não conhecia ou nunca tinha parado pra prestar atenção.

Falo mais sobre o trabalho recente do moço na sexta-feira. Por hoje, apresento a vocês Sir Paul com o link da lista da NME e a música número um, Maybe I’m Amazed.

Brincar de ser feliz

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Depois do show de sábado, não teve jeito: hoje é dia de Los Hermanos! Putz, que saudade de ouvir os caras! Fui a um show deles em 2005 ou 2006, depois a banda parou e nunca mais. Tava com uma super vontade reprimida de ver show deles. Matei.

Comecei a gostar deles numa fossa braba. Na verdade cheguei a eles pelo meu disco preferido pra fossas, o primeiro da Maria Rita. Um dia percebi que as que eu mais gostava eram do Marcelo Camelo. Resolvi começar a ouvir Los Hermanos com mais carinho. Sim, eu tinha um baita preconceito por causa de Anna Júlia. Virou paixão.

Ainda não sei falar qual o disco que mais gosto deles… Cada musica me remete muito ao que estava acontecendo na minha vida quando ouvia cada uma delas. O show foi quase uma sessão de deja vu… Acho que tem momentos do Eu Sozinho, momentos Ventura. Mas tenho um carinho especial pelo Quatro. Não sei por que, se pelas letras, se pelo clima do disco, se pela boa fase em que o disco chegou a mim. Não gostei de cara, mas a cada pedacinho de letra que ia ouvindo no carro, ia gostando mais e mais do disco todo.

E é dele a musica que escolhi pra hoje: Condicional. A letra é quase uma lição… E achei um video, ou o clipe oficial da musica, com o tom exato que eu queria: com gostinho de palco!

Um antes e um depois

É interessantes escrever posts antes do show e depois do show. Antes, você escuta as músicas em casa, ouve com atenção, começa a entender o som, tenta perceber as nuances dos instrumentos … mas quando vc vê o show, muitas vezes você entende como é construída a sonoridade da banda. O show tem pele, tem energia.

Escutei o som do Mohandas e gostei bastante da proposta ousada das músicas. Vendo o show entendi bem como eles construem essa sonoridade única.

O melhor, vi dois shows, em dias seguidos. Dois shows diferentes um do outro. Os dois lindos. O primeiro era mais energia, mais calor, mais suor, mais grito, mais pulo. O lugar era pequeno, estava cheio, as pessoas deliraram e dançaram muito. Foi lindo. O segundo eu consegui ficar na frente, o que me rendeu boas fotos, deu pra perceber a energia entre os integrantes, deu pra ouvir com toda as nuances os instrumentos. Foi lindo.

Dá pra ver um interação grande entre todo mundo, os olhares, os sorrisos. As meninas, lindas lindas, não só compõem o cenário, como são versáteis, e quase sérias. Bel Baroni, Luiza Mayall, Nana Orlandi, rezavam na voz, na percussão,  e na beleza. Se misturam às luzes e aos girassóis. Dudu Lacerda completa o time de voz e percussão, com sua simpatia única! As cordas do Estevão Senra (querido geógrafo que faz falta em BH), e a felicidade estampada em sua cara são boas de se ver e escutar. O baixo do Pedro Rondon ali, sempre sorrindo também. Micael Amarante fica ali, se dividindo entre a guitarra, o sax e os vocais, também quase sério, emprestando beleza às letras. Diogo Jobim, que já traz no nome a poesia do Rio, com seu teclado vibrante.  Estão de parabéns, ganharam uma bela platéia em BH.

Hoje escolhi uma das músicas que mais me encantaram. Fiquei seriamente entre a valsinha e essa que é um forrozin. Mas meu pé no forró não me permitiu escolher a valsa, que tem a letra mais delicada, mais linda deles. “Me perco pra me encontrar …”

Fulô de lotus – Pulsos livres das amarras … ouça a intuição. Nessa música parece que tudo se encaixa, a letra, o canto, o teclado, o triângulo …

O Mohandas tem cores, é orgânico, tem sonoridade, são lindos.

Um show pra ficar na memória da emoção

As palavras até fogem, mas vou buscá-las, para tentar descrever um momento que foi praticamente indescritível.

Dia 20, quinta-feira passada, fui assistir ansiosa o show Músicas do Espinhaço no teatro Dom Silvério.

Emoção, é a palavra que mais cabe.

O cd primoroso Jardim do Mundo, recém lançado, foi tocado com uma emoção a flor da pele. Mais à flor da pele estávamos nós na plateia. Lindo ver a cumplicidade dos amigos-espinhaço no palco, a serenidade e a felicidade estampada na cara de cada um. Músicas que nos fazem pensar em coisas boas, em momentos bons, em lugares lindos, em pessoas especiais. Me faz lembrar cada pessoa que eu conheço nas viagens, na simplicidade do povo, no aprendizado com a natureza …

E  pra surpresa, esse ano tiveram lindas participações. Foi encantador conhecer e ver a Fernanda de Paula, cantora mineira que mora em São Paulo, cantar com toda a firmeza e suavidade de sua voz macia as músicas do espinhaço. Como disse o Bernardo do palco, parafraseando a Elis que disse que se Deus tivesse viz, cantaria com a voz do Bituca, se as montanhas tivessem voz cantariam com a voz da Fernanda. Foi lindo ver o trio de vocal Cássio Tiso, Vânia de Morais e Cristina Gabriel emprestando suas vozes em algumas músicas, e foi forte e marcante ver o pessoal ( Isabela Leite, Marcos Henrique, Túlio Nobre, Pedro Martins, Júlia Dias, Elisa de Sena, Josi Lopes, Bela) do tambor entrar com aquela energia, o tambor que me lembra a força da terra, tocando em uma das músicas que mais representa pra mim a singularidade do espinhaço e do seu povo, na música De repente Cabeça de boi.

E hoje, além de tentar fazer vcs imaginarem como foi ter o olho brilhando de tanta emoção, deixo aqui o clipe de De repente Cabeça de boi, que toda vez que eu vejo tenho vontade de chorar, ver os queridos do povoado de cabeça de boi sorrindo e cantando.

 

 

Ah, as fotos são da minha mamis, Alice Okawara. Cliques pra lá de lindos.