o dia em que Pal McCartney falou ‘UAI’

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Difícil explicar a sensação de assistir um Beatle. Só isso já seria motivo de alegria. Sim, mesmo que fosse o Ringo… Mas foi o Paul.

 

Sempre achei ele o mais lindo. E qual não foi a surpresa: um lorde. Pontualíssimo, começou o show alguns minutos antes, mas deu boa noite ao público exatamente às 21:30. Arranhou português e agradeceu a cada música. Falou uai. Falou ‘trem bão, sô’. Falou minerês. Poucas vezes vi um artista tão simpático, tão cativante. Lindo. Tão em forma! Como canta, como agüenta no palco! Passa uma impressão de que esta ali se divertindo com a gente.
O mineirão acabou de ser entregue, ‘pronto pra copa’. Vimos muitos problemas. Mas acho que vimos também um momento glorioso daquele lugar.
Saí encantada, saí mais feliz. Encantada com ele.
Sir Paul, foi lindo. Problemas da organização, da estrutura… Você nos fez esquecer.

Escolhi pra hoje ele cantando um mix com minha música preferida dos Beatles, Here, there and everywhere.

Sir Paul: foi lindo.

Obrigada & volte sempre.

aos 70

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Lembra da primeira vez que você parou e pensou “é, esse cara é foda”?

Eu lembro.

A primeira música que aprendi a cantar em inglês foi dele, Michelle. Passei a infância escutando Beatles, Wings, sua carreira solo, ele sempre foi o Beatle preferido do meu pai.

E foi depois de anos escutando e sendo influenciada por tudo isso que um dia peguei o Abbey Road porque EU queria escutar. Oh Darling começa como mais uma balada, mas na hora que ele solta a voz… foi a hora que eu parei e pensei “esse cara é demais”. E ele deixou de ser um velho que faz músicas que meu pai escuta, e eu me identifiquei com o som dele. Ele, que com menos de 30 anos tinha criado um dos melhores álbuns de música da história.

E hoje ele tem 70.

O que se espera de um artista de 70 anos de idade é bem diferente do que se espera de um de 20. O som de Sir Paul hoje é um easy listening muito gostoso. Querer, é claro que eu queria ter visto o Paul McCartney com seus 30 anos soltando a voz e imaginando como seria a vida aos 64. Mas me sinto privilegiada de vê-lo de qualquer forma.

Primeiro, I’m Gonna Write Myself a Letter do seu último álbum, Kisses on The Bottom.

E pra lembrar porque a gente ama ele, Oh Darling.

Pra vocês, boa sexta.

Pro Paul, até amanhã ❤

 

12 músicas para conhecer Paul McCartney

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Não, eu não estou falando do Paul dos Beatles. Sim, ele é um Beatle e a gente ama ele por tudo que ele fez pela música com seus companheiros de Fab Four, mas a banda acabou nos anos 70 e McCartney não parou mais de trabalhar desde então. São mais 40 anos de música. Agora pense de novo e responda: você conhece Paul McCartney?

Com o show dele no fim de semana fiquei pensando em o que eu gostaria de ouvi-lo tocar e percebi que conheço muito pouco do seu trabalho atual. Falei um pouco sobre seu último trabalho, Kisses on the Bottom, quando ele lançou esse clipe lindo mas não foi algo que tenha me empolgado tanto. Percebi que o que mais gosto da sua carreira solo aconteceu antes dos anos 2000 (olha a idade aparecendo!) e decidi pesquisar um pouco mais sobre seus maiores sucessos.

Achei uma lista com seus 10 maiores sucessos como artista solo e… surpresa, todas as músicas são do século passado. Talvez não tenha ajudado muito com o que esperar do show deste sábado, mas… Ajuda a conhecer um pouco melhor do artista.

Não concordo 100% com o ranking pois pra mim faltou uma música fundamental, mas gostei pelo fato de ter várias ali que eu não conhecia ou nunca tinha parado pra prestar atenção.

Falo mais sobre o trabalho recente do moço na sexta-feira. Por hoje, apresento a vocês Sir Paul com o link da lista da NME e a música número um, Maybe I’m Amazed.

Novidade, diversão, fim de semana…

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Post do convidado Gus Mazzinghy =)

Gosto muito de novidades em geral. Principalmente quando o assunto é música. Mas gosto mesmo quando uma coisa nova me remete a algo antigo, já conhecido, íntimo até.

Aconteceu com The Strypes. Os jovens irlandeses de apenas 15 anos são a antítese do rock contemporâneo, mas demonstram claramente que rock é diversão com seu ótimo EP The Young Gifted & Blue (2012). Composto por cinco faixas, todas elas Rock/Rhythm Blues anos 60/70 que remete a Beatles, Jam, Yardbirds, Who, Animals, Chuck Berry, Rolling Stones, Dr. Feelgood, Bo Diddley, Howlin’ Wolf e porque não Arctic Monkeys. Ou seja, sons bem familiares aos meus ouvidos.

Acho cedo demais pra qualquer comparação com Beatles, a não ser pelo figurino e corte de cabelo. Mas os garotinhos já foram elogiados por Paul Weller, Noel Gallagher, Elton John, Jeff Beck, Paul McCartney, entre outros medalhões. Então não vou discutir, e ansioso por novidades, vou me divertir.

Divirta-se.

#strypesnafestinhahoje

 

músicas, serenatas e declarações de amor

O dia dos namorados é uma data brega. As músicas de amor são – em sua maioria – bregas. Mas fazer o que se a gente se identifica?

Lembro de uma amiga que era apaixonada com um amigo dela e ouvia “eu to confuso no que vou fazer (te querendo amor, te querendo amar), mas cheio de vontade de me declarar (te querendo amor, te querendo amar), será que a amizade vai prevalecer (te querendo amor, te querendo amar) o nosso sentimento vai se libertaaaar…“. Pagode Love Songs, quem nunca! Se esse for o seu estilo para o dia dos namorados, digite 1.

Tem também as músicas que acabam fazendo parte da nossa história involuntariamente. A pessoa passa a adolescência ouvindo Smashing Pumpkins pra chegar numa rodinha e alguém decidir se declarar com uma música do Djavan. Pronto, taí, uma Novela Love Song pra te perseguir pelo resto da vida. Adolescente rebelde que eu era, tinha todo um preconceito com esse tipo de gente que toca música do Djavan pras meninas. Mas admito que gosto dessa música até hoje. Se Novela Love Songs for o seu tipo, tecle 2 (versão sucesso com Caetano, bem no clima).

A minha personal campeã das declarações musicais aconteceu quando eu era adolescente, super mega hiper thunder tímida e, fora a música que ele cantou pra mim, não trocamos mais que três palavras (quiçá qualquer outra coisa). Mas como não amar uma letra que fala “você já me conquistou, apesar de mim / e não se alarme se eu trocar os pés pelas mãos / nem se surpreenda se eu te amar por tudo o que você é / eu não pude evitar / a culpa foi toda sua”. Escute e preste atenção na letra toda, e se quiser se declarar pra alguém um dia, fikdik. Se o seu estilo romântico for 90’s Love Songs, aperte 3.

Eis que um belo dia de inverno a pessoa está sozinha e, de repente, não está mais. Aquele momento que muda tudo, aquele primeiro dia, aquele primeiro beijo. Foi numa festa ótima, foi com uma música muito boa, mas… Romântica? Nem de longe. Estava tocando Helicopter, do Block Party.  Se Love Songs não for o seu tipo, clique 4.

Helicopter foi a música errada que tocou na hora certa, não tem como mudar o momento. Mas quando eu lembro daquela época de ficar na expectativa pra ver se as coisas vão ou não dar certo, de toda a ansiedade, de olhar o celular de 5 em 5 minutos pra ver se ele mandou mensagem, de demorar 2 horas pra escolher uma roupa (tá, isso eu ainda faço), a música que eu lembro é outra. A música que eu lembro fala que “eu quero mandar uma mensagem pra você todos os dias às 10 horas da noite“. Ok, assumo que a letra dela não é das mais românticas. Tudo bem, eu nunca fui uma pessoa muito romântica mesmo. Se você também é dessas, tecle 5.

Agora, se eu fosse romântica, eu imaginaria flores e viveria cenários futuros, e faria uma declaração de amor que conseguisse dizer tudo o que eu penso sobre as incertezas de se entregar a alguém em uma única palavra: Maybe.

Eu posso até não ser romântica, mas brega

Feliz dia dos namorados!

 

Tributo à Sir Paul

Quando postei aquele clipe LINDO do Paul McCartney com Jonny Depp & Natalie Portman na terça (quem não viu tá aqui) não sabia que estaria falando dele de novo essa semana. Mas recebi do meu pai uma dica de um tributo pra ele, Sir Paul, todo lindinho sentado do lado da Oprah (adoro!) e dos Obama.

Aí você pensa “oh, mais um tributo de Beatles, que novidade #soquenao”. Só que sim!

Depois de uma breve introdução sobre a história de Paul, entra o No Doubt – e eu não estou falando da Gwen Stefani sozinha, estou falando do No Doubt – trabalhando no figurino (claro). Aí você pensa “ok, começou legal”. E eis que entra o Dave Grohl cantando Maybe I’m Amazed e a pessoa aqui morre. Minha música romântica favorita do Paul, dos Beatles (sim, mais que Something do George Harrison) e quiçá de todas. Morri. Ah, detalhe que a Norah Jones entra no palco com ele e eles cantam juntos. Sucesso.

Agora você fala “acabou, esse foi o momento top do show, posso parar de ver?” Não. Não, porque vem o Steven Tyler arrasando com as músicas finais de Abbey Road, a partir de She Came in Through the Bathroom Window. Gente. GENTE.

Ainda tem o James Taylor com uma convidada e uma grande reunião no palco no final pra dar aquele clima apoteótico de encerramento. Tudo isso em apenas 18 minutos, com gostinho de quero mais.

Põe a pipoca no microondas, senta e aumenta o som que aí vem música.

Pra quem quiser saber um pouco mais da premiação, um extrato do blog Imprensa Rocker:

O “Kennedy Center Honors” premia cinco artistas anualmente por sua contribuição à cultura norte-americana. Os ganhadores são selecionados pelo quadro de curadores do “Kennedy Center”. McCartney havia sido nomeado para receber a honra em 2002, mas teve que recusar, por causa de obrigações pessoais.

“O ‘Kennedy Center’ celebra cinco indivíduos que dedicaram suas vidas a enriquecer, inspirar e elevar a vibração cultural de nossa nação e do mundo”, disse David M. Rubenstein, Presidente do “Kennedy Center”.

Além de Paul, o evento deste ano homenageou o compositor Merle Haggard, o compositor e letrista Jerry Herman, o dançarino, coreógrafo e diretor Bill T. Jones, e a apresentadora e atriz Oprah Winfrey.

O link do original aqui.

Paul McCartney, Natalie Portman e Johnny Depp

Uma música que fala de amor. Um clipe com dois atores que adoro – Natalie Portman e Johnny Depp – passando a delicadeza da letra com linguagem de sinais.

Lindo.

My Valentine é a faixa 8 do último álbum de Paul McCartney, Kisses on the Bottom.

Talvez em uma outra oportunidade eu queira falar mais sobre isso, mas hoje eu só quero escutar. E ver.