Corujiçe

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Gente, tô babando!

Ontem a noite ouvi pela primeira vez a Lygia, prima linda e querida cantando.

Chorei.

A banda se chama Broken Cups. Pelo que descobri no site deles, logo logo sai um EP.

Enquanto isso, ficamos com essa versão linda.

Nosso estrago não é de hoje

carinhômetro

Depois de uma gigantesca ausência, diretamente de Fortaleza, meu querido amigo Pablo volta a noa agraciar com uma participação aqui no musique!

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A gente enverga mas não quebra. Isto é qualquer coisa que se diz depois de um coice, de quem espera recobrar o prumo após um golpe do destino. Mas e quando a bigorna não sai da sua cabeça? Como estarão as coisas vistas deste eterno tino penso? Trago o peito intumescido de uma selva de gêneros nunca por mim cultivados, uma mata cerrada de daninhas e pedregulhos que se confundem com as paredes dos átrios, de tão incrustrados. Hoje percebo melhor o quanto a minha criação reflete as formas como enxergo a vida e, por suposto, como restringe os condicionantes, neste espaço que me escapa, dos meus vários estados de saúde. Por isso, regulo opiniões antigas, pondero melhor o meu espanto com o lugar em que nos vejo agora – sul-americanos de venas abiertas, nativos discípulos-mestres herdeiros da tradição, sob progressivo refinamento, das chamadas slavery skills, às quais nos aplicamos uns aos outros sem o menor pudor e a cada vão momento.

Sinembargo parecía que todo se iba a acabar
Con la distancia mortal que separó nuestras vidas
Realizaron la labor de desunir nuestras manos
Y apesar de ser hermanos nos miramos con temor
Cuando pasaron los años, se acumularon rencores
Se olvidaran los amores, parecíamos extraños.

 

Pablo Milanés, Canción por la unidad de Latinoamerica

Uma das muitas pecinhas no mosaico de nuestra historia común, feito o balão que pedíamos para cair em nossas palmas quando crianças e depois nos arrependíamos, deu de acontecer aqui neste pedaço de sertão que dá pro mar, na Fortaleza de Nuestra Señora de la Asunción, de colonização portuguesa mesmo. Hoje, disputando o pódio de quinta capital mais desigual em renda do mundo, sob o comando de novos coronéis e tropas de jagunços, seguimos repartindo uma cidade triturada, um Estado débil, que ainda se presta a discutir e se retorcer sobre conjecturas de prioridades para a destinação dos escassos reservatórios de água.

Outro dia, num escape frustrado a esta suspensão por tempo indeterminado de direitos a que as jornadas de junho nos conduziram, perguntávamo-nos num bar que seria dos exames de corpo de delito se instrumentos tivessem para avaliar traumas psicológicos, sobretudo, nas cabeças dos manifestantes mais jovens. Referi-me à minha criação porque acredito que me criei amparado por redomas, várias delas, e vejo que o desconforto desses últimos meses é nada mais que um extravasamento dos estados de exceção nucleares que mantinham suas tensões e suspensões de direitos e cidadania restritos aos limites das periferias. O desamparo ou a inclusão das classes médias às fronteiras de uma sociedade marginal, porque mantida à margem, foi possivelmente a ruptura da última dessas redomas. Apresento-lhes a música de Pedro Leone e os Corações Gelados, meus irmãos de criação e de convívio, apesar das posturas estéticas diametralmente opostas, para tentar fechar este possível ponto consensual: nosso estrago não é de hoje.

“É a melhor época de nossas vidas quando temos as almas corrompidas.” Danos Escolares

uma velha novidade

09

Pra começar a semana, uma música que só conheci esses dias. Vem de um disco da Gal, produzido pelo Caetano e seu filho, Moreno Veloso. O disco se chama Recanto, foi lançado em 2011 e traz uma série de misturas eletrônicas, bem diferente do que acostumamos ouvir da cantora.

De qualquer forma, ficou lindo!

Deixo pra hoje a faixa que mais gostei: Neguinho. Letra forte, música intensa.

Tecnologia

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Pra começar a semana bem, resolvi escolher a música que abre um disco que amo: o excelente Eu preciso de um liqüidificador, dos queridos beaguenses do Graveola.

Um tanto por amar a música, bastante por amar a letra e suas tiradas ótimas. Vale muito escutar com atenção.

Vídeo do #valendo, da TV Imago!

quanto mais Fiona melhor

 

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Por um clipe novo da Fiona Apple vale tudo: trocar de post na última hora e até sair da vibe.

Por esse clipe LINDO então, vale até acreditar que dias melhores virão. Ok, meio drama queen.

AMO a Fiona, adoro os clipes dela. Desconfio que nunca a vi tão linda quanto neste. Uma música aparentemente simples: jogo de vozes e pouquíssimos instrumentos. Acústica e crua, como o restante do maravilhoso disco The idler wheel is wiser than the driver of the screw and whipping cords will serve you more than ropes will ever do.

Um vídeo também simples. Mas forte. Intenso.

Li uma crítica interessante desse disco, que fala que a música da Fiona “é uma reflexão às misérias de nossas vidas”. Nunca tinha visto por esse lado, mas concordei. Até me fez entender um pouco melhor o que tanto me agrada nas letras dela: quase nunca tem um final feliz.

Isso é diferente. E bem intrigante. Pelo menos pra mim.

Novidade, diversão, fim de semana…

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Post do convidado Gus Mazzinghy =)

Gosto muito de novidades em geral. Principalmente quando o assunto é música. Mas gosto mesmo quando uma coisa nova me remete a algo antigo, já conhecido, íntimo até.

Aconteceu com The Strypes. Os jovens irlandeses de apenas 15 anos são a antítese do rock contemporâneo, mas demonstram claramente que rock é diversão com seu ótimo EP The Young Gifted & Blue (2012). Composto por cinco faixas, todas elas Rock/Rhythm Blues anos 60/70 que remete a Beatles, Jam, Yardbirds, Who, Animals, Chuck Berry, Rolling Stones, Dr. Feelgood, Bo Diddley, Howlin’ Wolf e porque não Arctic Monkeys. Ou seja, sons bem familiares aos meus ouvidos.

Acho cedo demais pra qualquer comparação com Beatles, a não ser pelo figurino e corte de cabelo. Mas os garotinhos já foram elogiados por Paul Weller, Noel Gallagher, Elton John, Jeff Beck, Paul McCartney, entre outros medalhões. Então não vou discutir, e ansioso por novidades, vou me divertir.

Divirta-se.

#strypesnafestinhahoje

 

de cama

cama

Eu adoro dormir até tarde e não ter nada pra fazer o dia inteiro. Mas só nas primeiras horas. Porque não ter compromisso nem hora marcada pra fazer as coisas é muito bom, mas não ter opção e precisar passar um dia inteiro de cama é muito ruim.

Imagina então uma semana.

A música de hoje foi mais uma descoberta por acaso que achei interessante. Ela tem aquela cara de sexta-feira que eu gosto, e um nome super adequado pra uma semana como esta. Friendly Fires, In The Hospital.

Vintage Rock & Soul

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Sabe quando a gente escuta uma música e gosta na hora?

Vintage Trouble é uma banda americana de soul e rock super cool. O vocalista arrasa numa costeleta estilo Mr T e canta com vontade, que eu adoro. O som é uma delícia e p clipe é daqueles que dá vontade de estar lá curtindo com eles. Eles só tem um álbum de 2010, The Bomb Shelter Sessions. Não escutei ainda, mas vou com certeza. Fica a dica.

Adoro descobrir bandas novas. Obrigada Soundhound ❤

Boa terça!

 

 

Ele e ela

Pelo que eu li, alguém escreveu uma crítica ou um conto ou algo do tipo dizendo que a Tilda Swinton e o David Bowie eram, na verdade, a mesma pessoa. Ele leu e achou graça, gostou da idéia e chamou a moça pra fazer um clipe.

O resultado? Sensacional.

Boa sexta-feira =)

p.s.: eu vou lembrar onde li a história e dar os devidos créditos

Terça é dia!

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O que você espera de uma terça à noite?

Não dá pra passar a semana esperando a sexta-feira chegar pra ser feliz. Tudo bem, não dá pra exagerar no meio da semana… Mas dá pra divertir.

Entertainment é a proposta e o nome da mais nova música do Phoenix, prévia do próximo trabalho deles, Bankrupt, que está pra sair em abril. Eu – que curti demais o último álbum deles (inclusive o show que eles fizeram aqui foi muito bom) – estava ansiosa pra ver como seria o trabalho novo. Achei divertido. Digno para uma terça feira cheia de possibilidades =)