Mexe!

Musique está em clima de festa.

Não apenas porque o blog está comemorando um ano cheio de novidades. Nem somente poque eu e a Ana estamos fazendo 15 aninhos (em cada perna). E também não é só porque a primavera está chegando maravilhosa dia 21 com sol e ipês floridos por toda a cidade. É por causa de todas essas coisas juntas e porque vamos comemorar com MUITO estilo em uma das melhores – e mais dançantes – festas de Belo Horizonte: a Sexta Básica!

É isso mesmo! O Musiqueatrois vai participar discotecando na próxima festa da Sexta Básica! Panis & Circenses aqui em BH. Estamos muito animadas e botando pilha no setlist! A festa, edição Primavera, será dia 21 de setembro, no espaço 104 – Centro.

Quem acompanha o blog, sabe: falou em Musique, pode esperar tocar de tudo e mais um pouco. Pra dar um gostinho, dá uma olhada nessa pedrada aqui que vai tocar!

Mexe!

Guitarra baiana

Eu e os meus post cheios de brasilidades. Enquanto a Ana anda explorando sons de outros lugares, com outras levadas deliciosas, eu continuo fuxicando as possibilidades da música brasileira.

O Baiana System é uma banda da Bahia (né), que tem como base explorar o som da guitarra. Traz vários sons pra compor seu repertório, um quê africano, um quê de dub, um quê de música que hipnotiza.

O som é tão viciante que não consegui escolher uma música só. Então são dois videos: um clipe deles fuderoso de Jah Jah Revolta, e um ao vivo. O show deles que eu vi aqui em BH foi sensacional, por isso o post mereceu um video ao vivo, e de uma das músicas que eu mais gosto do álbum, Oxe como era doce.

 

 

 

Vai lá no site deles, baixa o álbum, e ouve ele do começo ao fim!

Ps: Foto de Fernando Naiberg, tirada do Flickr da banda.

Vem!

Música é pra ser compartilhada não é? Afinal de contas, além das entrelinhas, é o motivo do blog.

Muitos são os amigos, que sem saber, contribuem para o blog. Até mesmo quando dão desculpa esfarrapadas pra não participar como convidados. E essa música de hoje vem de um desses encontros musicais tão prazerosos.

É um tal de você já ouviu este album? E este? Nossa, o album tal é fuderoso. E aquele outro, sensacional? Ainda mais quando essa conversa é sobre LP´s. Minha nova paixão mais que correspondida.

Allman Brothers Bands, não conhecia, mas ouvi dizer: você vai se amarrar. É uma banda com aquele som delicioso, rock-jazz dos anos 70, com todas as suas nuances, do som marcado, suingue ao romântico. Foi uma banda muito influente na década de 70, e continua na estrada até hoje.

Então, bate o pezinho no chão e vem com a bluezeira que é essa música! Crazy Love! Musica vibrante.

ps: se animar, dançar um blues na sala meio loucamente também vai bem.

ps: a foto é do amigo Hugo César Paiva.

2 ou 1

Nenhuma separação é fácil.
Quem já terminou um namoro sabe bem o que é isso. Mas o foda de toda separação é que ela é um processo que começa muito antes do outro começar a arrumar as coisas pra ir embora, e não termina quando ele sai porta a fora.
É processo lento e doloridamente enlouquecedor. Você perde a noção do tempo: acha que o sofrimento nunca vai acabar, que nunca vai melhorar, que nunca vai ser feliz de novo, que nem sequer vai poder ter a mínima sensação de alívio algum dia.
Então, você se acostuma a sentir aquele peso no peito e a conviver com ele todos os dias: a dormir e a acordar chorando, a chorar no banho, no telefone, no meio do bar com as amigas…
Até que, um belo dia, você literalmente acorda e percebe que está muito mais leve, que aquela dor insuportável foi embora, e sente uma vontade inexplicável de ser feliz! Percebe que fez tudo o que podia ter sido feito, e que aprendeu muito com tudo o que viveu: aprendeu a ser dois e reaprendeu a ser um. Só que dessa vez,  de um jeito diferente, diria até melhor, pois agora tem a possibilidade de ser 2 ou 1, dependendo do que você quiser ou do que a vida lhe oferecer.
Pra mim, essa música fala exatamente disso. Posto com a letra pra fazer mais sentido pra quem tem melhor memória visual que auditiva, assim como eu.

Pra quem gostou, recomendo baixar o CD, http://www.5aseco.com.br/musicas.html
Minhas favoritas são: “Pra você dar o nome” e “Ou não”.

Por Amanda Rocha Leite – convidada do MusiqueaTrois.

O suficiente para gostar

Eu escolho me envolver.

Mesmo sabendo o que vem por aí.

 

Pélico é um artista que fala de amor. Ou melhor, desamor. Não, de solidão. Quer dizer, de esperança. Ou melhor, desapego. Ou pior, de saudade. Minto, de verdades.

E que isso fique entre nós. Album de Pélico.

E que isso não fique somente entre nós. Sem nós.

Do Amor

 

Do Amor!

Somos feitos de amor! Ou não? Eu sou e vc?

Uma musiquinha que embala, que faz rebolar, que me faz lembrar do carnaval, que me faz lembrar de uma outra noite especial por aí.

A música se chama Isso é Carimbó, e além de outras coisas, faz o quadril se sentir livre!

Por isso aumenta o som e dá uma rebolada pela casa que hoje é sábado!

 

Na foto a querida amiga Raquel Coutinho se esbaldando de amor, confete e alegria no carnaval de BH.

E as máscaras caem

Sim, as máscaras caem quando não é verdadeiro.

Túlio Araújo é um músico daqui de Belo Horizonte, versátil, percussionista e pandeirista talentoso. Criativo, acho que esse é uma boa primeira palavra pra falar do Túlio. Toca forró em BH desde os bons tempos áureos do forró. Atualmente toca no Baião Caçula (grupo do qual sou fã incondicional, pelo forró de qualidade e pela amizade) e o Samba de Luiz, outro projeto bacana de música brasileira.

Mas hoje vou falar do seu mais recente trabalho, o álbum  Manguêra.

Algumas músicas eu já tinha ouvido na rádio. Principalmente Som para Little River, que tem tocado bastante por aí. Musicão. Outra música que me chamou a atenção também, é a faixa título, Manguêra. Túlio fez um arranjo em uma música do Thiago Araújo, arranjo esse baseado em uma peça musical, ela tem uma levada muito forte, e depois que fiquei sabendo a história dela, me impressionou mais ainda. Túlio me contou que esta música teve como “cenário” ou inspiração uma peça idealizada por Maurício Tizumba, Galanga Chico Rei. Cenário forte, porões de navio com negros doentes e morrendo, em contraste com  a aristocracia portuguesa que viaja no convés. Música forte.

Mas a música que escolhi do álbum foi Na Contramão, de  Edinho Vianna, música que mistura todo o swingue musical brasileiro, com levadas de jazz e samba.

Túlio é daqueles caras que a criatividade transborda, então ele parte para as experimentações e não fica preso a um só ritmo, pesquisando tudo que é tipo de raiz musical que ele vai encontrando. Dessas experimentações nasceu o Projeto Dobradura, onde ele mostra toda a diversidade que o pandeiro pode levar, sempre acompanhado de músicos feras.

Para o álbum Manguêra, Túlio contou com a participação de Samy Eric, Breno Mendonça, Tiago Araújo, Leonardo Brasilino, Bernardo Brito, além de outros músicos e amigos que têm participado de seus shows, como Thiago Delegado (violonista) e Lucas Viotti (sanfoneiro). Palavras que não saíam da minha cabeça enquanto eu ouvi o disco? Denso, coeso e leve.

E pra completar, terça feira que vem, dia 14 de agosto, tem mais um show de lançamento dele em BH, no conservatório da UFMG.

Eu vou perder? De jeito nenhum!

Para ter mais acesso ao trabalho do Túlio, vá aqui.

Ó, fui eu.

Sobre canecas e chá.
Taí. Tem muito tempo que ouço canções bonitas, que retratam sentimentos bonitos, de jeitos bonitos.
Mas tem música que parece que foi a gente que escreveu.
Tosquinha e sincera.
Contraditória sem ser.
Ousada já sendo.
Delicada como uma flor, assim como eu.
(ok, isso foi uma piada pra quem me conhece bem)

Fiquei sem ar.
Adoro ficar sem ar.

Gostinho de cor

Foram muitos dias de Savassi Festival … e eu não vi nem uma parte dos shows que eu gostaria de ter visto. Claro!

Mas vi alguns que me encantaram. E vamos começar pelo som das gerais …

Já tinha visto o Rafael Martini tocando algumas vezes, apesar de ter perdido do show de lançamento do cd.

E dá leva das boas. Como eu sempre gosto de dizer, essa produção de BH tá cada vez melhor. E ainda tenho muita coisa pra postar.

O Rafael é formado em música pela UFMG e já integrou projetos bacanas, alguns já até passaram por aqui, como Ramo e Orquestra Misturada. E esse ano ele ganhou o prêmio BDMG de música instrumental.

Domingo pude ver de perto, de muito perto, sentidinha no primeiro puff perto do palco, o show dele. É aquele tempo que passa mas você não sente. Passa calado com som de vida. Passa com cor de cheiro bom. Baião do caminhar, tocada por pessoas, além de talentosas, também queridas! Rafael Martini no piano, Alexandre Andrés na flauta, Joana Queiroz no clarinite, Jonas Vitor no sax, Trigo no Baixo e Antônio Loureiro na bateria. E nessa música ainda tem voz da Leonora Weissmann. Esse time …

 

 

ps: não sei de quem é a foto, peguei no face do Rafael!