as cumbia

Smile

Eu não entendo de música, nem tenho pretensão. Eu gosto, aprecio, pesquiso, sinto.
Mas ok, as coisas tem nomes, tem derivações e estão ligadas sempre a algum contexto histórico, elas queiram ou não.
O ritmo que mais escutei nos últimos dias foi a cumbia. Como existem muitas pessoas entendidas do assunto, até mais que os nativos portenos, descobri que a denominação pra cumbia que eu escutei bastante é a cumbia vichera, um espécie de remix de cumbia, estilo funk. Hahahaha. Mas não é que o troço toca por toca as cidades da argentina …
A cumbia clássica, super latina, é a cumbia colombiana, apesar de muitos países latinos terem grupos de cumbia. E olha que até o Brasil tem cumbia sim senhor! E dos mais gostosos, pq afinal de contas, quem melhor que brasileiro consegue tirar referência, colocar seu próprio suingue e ficar genial.

Vamos começar pelo que mais gosto, Academia de Berlinda de Olinda e Mohandas, do Rio.

Vamos a clássica colombiana!

Quem curtiu esse som vale a pena ir atrás da compilação completa: The Original Sound of Cumbia: The History of Colombian Cumbia & Porro as Told by The Phonograph – 1948 – 79.

E claro, a músicas das favelas e vielas da argentina, febre!

Se me lembra o Tecnobrega do Brasil? hehehe

Vai, sai dançando aí pela sala com esse post!

se a vida tá agitada …

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vamos agitar mais ainda!

Aquela semana hard, que vc acaba a segunda pedindo uma sexta.

Tem horas a mente tá tão agitada que o música precisa acompanhar.
Juro! Juro que essa música aqui tá sendo trilha sonora de boas horas de concentração no pc.
Aquele momento que o escritório tá concentrada e vc tá semi rebolando na cadeira.
Se eu que to sentada na cadeira tô rebolando, imagina quem pode de verdade!

Mohandas, seeempre bem vindo no Musique!

Um antes e um depois

É interessantes escrever posts antes do show e depois do show. Antes, você escuta as músicas em casa, ouve com atenção, começa a entender o som, tenta perceber as nuances dos instrumentos … mas quando vc vê o show, muitas vezes você entende como é construída a sonoridade da banda. O show tem pele, tem energia.

Escutei o som do Mohandas e gostei bastante da proposta ousada das músicas. Vendo o show entendi bem como eles construem essa sonoridade única.

O melhor, vi dois shows, em dias seguidos. Dois shows diferentes um do outro. Os dois lindos. O primeiro era mais energia, mais calor, mais suor, mais grito, mais pulo. O lugar era pequeno, estava cheio, as pessoas deliraram e dançaram muito. Foi lindo. O segundo eu consegui ficar na frente, o que me rendeu boas fotos, deu pra perceber a energia entre os integrantes, deu pra ouvir com toda as nuances os instrumentos. Foi lindo.

Dá pra ver um interação grande entre todo mundo, os olhares, os sorrisos. As meninas, lindas lindas, não só compõem o cenário, como são versáteis, e quase sérias. Bel Baroni, Luiza Mayall, Nana Orlandi, rezavam na voz, na percussão,  e na beleza. Se misturam às luzes e aos girassóis. Dudu Lacerda completa o time de voz e percussão, com sua simpatia única! As cordas do Estevão Senra (querido geógrafo que faz falta em BH), e a felicidade estampada em sua cara são boas de se ver e escutar. O baixo do Pedro Rondon ali, sempre sorrindo também. Micael Amarante fica ali, se dividindo entre a guitarra, o sax e os vocais, também quase sério, emprestando beleza às letras. Diogo Jobim, que já traz no nome a poesia do Rio, com seu teclado vibrante.  Estão de parabéns, ganharam uma bela platéia em BH.

Hoje escolhi uma das músicas que mais me encantaram. Fiquei seriamente entre a valsinha e essa que é um forrozin. Mas meu pé no forró não me permitiu escolher a valsa, que tem a letra mais delicada, mais linda deles. “Me perco pra me encontrar …”

Fulô de lotus – Pulsos livres das amarras … ouça a intuição. Nessa música parece que tudo se encaixa, a letra, o canto, o teclado, o triângulo …

O Mohandas tem cores, é orgânico, tem sonoridade, são lindos.

Mohandas, isso aí!

Só pra fugir um pouco do circuito, essa banda é do Rio de Janeiro (mas com um pé em minas!).

Conheço tem pouco tempo. Um dos integrantes, o Estevão fez faculdade comigo, mudou pro Rio. Cara bacana, boas conversas. Começou a tocar com um galera lá e sempre via divulgação de uma coisa ou outra. Até que um tempo atrás eles divulgaram um clipe da banda, que se chama Mohandas. O nome é bem legal, e pra quem não sabe, é o primeiro nome de Gandhi. Nem sei se a inspiração foi exatamente essa ao dar o nome da banda, mas pra mim é lindo, simbolicamente e sonoramente.

A música é a primeira do EP, que tb se chama Mohandas.

Mohandas é:
Bel Baroni
Diogo Jobim
Dudu Lacerda
Estêvão Senra
Luiza Mayall
Micael Amarante
Nana Orlandi
Pedro Rondon

O EP deles está disponível para download em: http://www.mohandas.com.br/

O melhor de tudo, dia 05 de novembro tem show deles em BH!!! No Espaço Fluxo, lugar bacana lá em Santa Tereza.