climinha

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Dias de friozinho, chuvinha fina e ansiedade brutal. Dias de comida quentinha, filmes e um vinho pra acompanhar.

Dias de olhar pra frente.

“Aponta pra fé e rema”

Tira de um dos meus quadrinhistas preferidos da vida: Liniers. Argentino, ele parece ter vindo ao mundo com uma luz a mais… Consegue ser engraçado, delicado, alegre. Gracioso. Quem não conhece, peloamordedeus corrige isso!!

a cabeça é a ilha

“É-nos possível estar sozinhos, desde que seja à espera de alguém” Gilbert Cesbron

Passagem tirada daqui: webserie do genial André Dahmer sobre a solidão. Série essa que deu origem a esse livro que usei pra ilustrar o post de hoje. Amo.

(…) “um livro generoso sobre a solidão, o desencontro, a incompreensão”

Na verdade amo tudo que já li do Dahmer. Ele é alguém que fala das dores, fazendo rir. É um livro de quadrinhos. Não, não é bonitinho, não é engraçadinho. É real.

“Desarpecebidos, quase anônimos aos olhos do outro, os solitários se arrastam pelos labirintos da timidez ou vivem de um sentimento permanente de estranheza diante do mundo, com toda razão: é que hoje em dia o amor é artigo raro e a indiferença é vendida, aos borbotões, como moderno (e único) modelo a ser seguido”

Pras horas que os pensamentos assustam, afastam dos outros. Nos tornam uma ilha. É um título que faz sentido em vários momentos da vida. Da minha, pelo menos…

“Para os que falam sozinhos, bêbados em seus apartamentos. Para os que olham para os edifícios altos como uma saída digna para o sofrimento. Não que o livro vá curá-los de toda a angústia. Porque, se dói, é sinal de que se vive. Mas rir da própria dor é uma forma de domesticar nossos monstros e aceitar nossa fragilidade diante do abandono, da indiferença. Porque o mundo não precisa de mais suicidas, muito pelo contrário. Estamos precisando de gente renascida, se é que me entendem.

Trechos retirados da introdução do livro A Cabeça é a Ilha. Mais sobre o trabalho do Dahmer em www.malvados.com.br.

sambinha pra trazer você de volta

aquarela por Fábio Moon

Olha ela aqui outra vez!! Coincidência – ou não – que ontem, procurando qual seria a música de hoje, topei outra vez com o super recém lançado clipe da Mallu Magalhães. A música, outra lindeza do disco Pitanga, chama Sambinha bom. E o título diz muito sobre ela. Ou diz tudo: simples, levinho, gostoso. Pra ouvir juntinho, grudado…

*suspiros distantes*

Como li na ótima matéria do Rocknbeats, uma coisa muito legal do vídeo foi o climão, que lembra muito aquele antiiiigoooo primeiro clipe da Mallu. Como se ela, depois de ‘crescida’, revisitasse o quarto, as cores, as malas. A maquiagem vermelha no olho.

Lindo, delicado.

Pra te trazer de volta.

a gota d’água

 

Fã declaradíssima do Marcelo Camelo que sou, fiquei com essa belezinha na cabeça. Levinha, tranquila, feliz. Bom começar a semana assim.

Leve, prontos pra voar. Pra colocar pra fora o que pesa, o que põe pra baixo.

Lembrando que a gente na vida foi feito pra voar, voar alto.

 

Se faltar a paz

Bom, começo a semana com uma música já diz tudo: “Três dias”, do disco novo do Marcelo Camelo.

Essa música foi amor a primeira vista: pra uma mineira apaixonada pela sua terra e que acabou optando por deixar suas lindas montanhas por um tempo, ‘se faltar a paz: Minas Gerais’ chega a ser aconchegante. Tive uma imensa surpresa quando descobri que essa música foi composta pelo Camelo numa parceria com meu cartunista preferido, André Dahmer. Dois cariocas apaziguando corações mineiros.

Não por coincidência, tá faltando Minas Gerais. E em exatos três dias chego lá.

Entre o chão e os ares

Ser solto no mundo? Querer estar sempre sozinho? Não é isso. Liberdade vai além disso. Muito além.

É saber ver o que a vida te oferece, querer agarrar suas oportunidades sem se prender a coisas bobas. Eu tento ser livre, tento que as pessoas queiram ser livres.

Adoro o Marcelo Camelo. Adorava Los Hermanos e sou apaixonada pelos 2 albuns solo dele. Essa delicinha de música é do primeiro, chamado “nós” ou “sou”. Nunca sei de que lado olhar, mas sempre desconfio que é “sou”. Todas as músicas trazem muito a solidão, a liberdade, a busca. O Camelo sempre fala que suas composições não são para uma determinada situação, e sim para cada um se apropriar dela da maneira que se sentir melhor. Essa foi a apropriação que fiz do “sou”. Ou “nós”.

Vamo embora ser livres juntos?