Pra distrair

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Tem horas que é bom pensar. Parar e refletir sobre a vida, sobre o mundo…

Mas tem horas que é melhor não. Tem horas que a gente quer esvaziar a cabeça e distrair. Esquecer do trânsito, das contas, do regime…

Hoje vim pro trabalho escutando uma música dessas que a gente canta alto quando está sozinha e esquece do mundo. Um clássico de Odair José sobre um cara tentando dar uma vida digna pra uma mulher da vida na versão dos Los Hermanos, Eu Vou Tirar Você Desse Lugar.

Boa terça!

Deixa eu decidir se é cedo ou tarde

…espera eu considerar…

O carnaval foi lindo mesmo. Difícil é voltar à vida real. Ainda mais com esse calor… com esse sol… Esse fim de tarde lindo…

Pode deixar a vida normal pra mais tarde?

Uma música do álbum dos Los Hermanos que eu mais escutei, Ventura, Deixa o Verão, na versão da Marina Aydar que está mais de acordo com meu ritmo nesta terça…

*suspiro*

Repeat incontrolável, hit do iPod. A gente sempre fala disso aqui. Pois é, aconteceu comigo essa semana. Resolvi ouvir com mais carinho uma indicação da RadioMix da LastFM pra mim. O nome do cara é Cícero. Gravou seu primeiro disco ano passado, o “Canções de apartamento” (download aqui).

Já estava escutando as músicas, com algumas chamando atenção… ‘Vagalumes cegos’ é de uma delicadeza impressionante. Mas a que ficou mesmo foi ‘Tempo de pipa’. Da primeira vez achei legal, alguns pedaços da letra me fizeram voltar nela. Daí fui percebendo o tanto que a letra é linda,o tanto que a música cresce. Ela caiu pra mim como a descrição um amor platônico, o talvez, o que seria, o como seria, quem somos nós… daí o suspiro. Linda.

O golpe final foi o clipe. Nem sabia que existia, passou hoje na minha frente por acaso, perdido na timeline de um amigo. Bem isso: um cara faz de tudo pra uma menina perceber que ele tá ali, e nada. As cores vão mudando, as posições vão mudando, as situações vão mudando. E nada.

Até ele saltar do bonde…

Reinvenção.

p.s.: o cara tem uma tirinha do Peanuts tatuada. Quando vi que era um quadrinho, fui louca atrás de uma foto maior pra ver de quem era. Amei. Gostei. Quem sabe?

Brincar de ser feliz

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Depois do show de sábado, não teve jeito: hoje é dia de Los Hermanos! Putz, que saudade de ouvir os caras! Fui a um show deles em 2005 ou 2006, depois a banda parou e nunca mais. Tava com uma super vontade reprimida de ver show deles. Matei.

Comecei a gostar deles numa fossa braba. Na verdade cheguei a eles pelo meu disco preferido pra fossas, o primeiro da Maria Rita. Um dia percebi que as que eu mais gostava eram do Marcelo Camelo. Resolvi começar a ouvir Los Hermanos com mais carinho. Sim, eu tinha um baita preconceito por causa de Anna Júlia. Virou paixão.

Ainda não sei falar qual o disco que mais gosto deles… Cada musica me remete muito ao que estava acontecendo na minha vida quando ouvia cada uma delas. O show foi quase uma sessão de deja vu… Acho que tem momentos do Eu Sozinho, momentos Ventura. Mas tenho um carinho especial pelo Quatro. Não sei por que, se pelas letras, se pelo clima do disco, se pela boa fase em que o disco chegou a mim. Não gostei de cara, mas a cada pedacinho de letra que ia ouvindo no carro, ia gostando mais e mais do disco todo.

E é dele a musica que escolhi pra hoje: Condicional. A letra é quase uma lição… E achei um video, ou o clipe oficial da musica, com o tom exato que eu queria: com gostinho de palco!

.com.br

Esses últimos dias tenho pensado muito em .com.br, e em como a grande maioria das músicas que posto aqui são internacionais. Não que eu não goste de MPB, apenas que realmente não é o que predomina na minha playlist…  Mas querendo fazer um post sobre MPB hoje, pensei: qual seria a banda brazuca que mais me influenciou?

Ai.

Eu não cresci com esse som em casa, uma vez que meu pai nunca curtiu e minha mãe não ligava muito pra música. Então posso dizer com certeza que a primeira – e talvez única referência de MPB que eu tenha tido em casa quando criança foi o Toquinho – ídolo, maravilhoso. Amo amo amo. E foi o amor por ele que me levou até Vinícius. Gente, Vinícius. Muso. E foi então que eu aprendi que música brasileira tinha representantes da melhor qualidade, e que falar que MPB perde pra qualquer movimento londrino é ignorância no assunto.

Se eu fosse descrever tudo que descobri de MPB depois que comecei a ter o desejo de conhecer mais a música da nossa terra, esse post não ia ter fim – claro, até hoje eu sempre esbarro em uma coisa nova. Algumas pessoas são dignas de nota, como Lenine que mudou minha vida (gente, Lenine!Lenine!). Mas hoje não é dia de Lenine. Hoje é dia de Los Hermanos.

Por que Los Hermanos? Acho que porque Los Hermanos foi a banda que fez o som que eu gosto aqui. Ou pelo menos a primeira que me mostrou que dá pra fazer um som alternativo em português, sim. E muito bom.

As músicas são foda, as letras são lindas, e as referências cariocas nem me incomodam – aliás, durante algum tempo eu tinha certeza que qualquer dia desses que fosse dar um passeio no Rio ia acabar encontrando eles (todos juntos) passeando por lá, e sentar e tomar alguma coisa.

Eu ainda não sentei num buteco com o Los Hermanos, mas eles participaram de momentos ótimos da minha vida, inclusive de alguns shows incríveis.

Eu achei que escolher uma música só pra colocar aqui fosse ser muito difícil, mas nem foi. Porque se eu for escolher um álbum, eu escolho o Ventura. E se eu for escolher uma música, Último Romance.

Because of reasons.