o importante é viver mais com menos!

20130131-103342.jpg

Nossa, que prazer ter a Nane como convidada do Musique!! Amiga muito muito querida, linda, que tem uma relação também linda com a música! Bem a carinha do Musique…

Com vocês, minha querida Cristal:

Escolher uma música pro Musique foi difícil.

Primeiro, porque como amante da música, não tenho “a” música preferida… São muitas e não queria que nenhuma delas sentisse ciúme da escolhida, ficasse magoada por ter sido preterida. Quase escolhi uma música clássica (não o estilo clássico, mas clássica p mim)…

Segundo, porque às vésperas do carnaval, me sinto totalmente influenciada pelo calor do momento. Como se estivesse no meio de uma avalanche, que vai arrastando tudo e todos pelo caminho. É missão quase impossível ficar de fora e discernir alguma coisa no meio de tantos sons e ruídos e saber se sou eu que vou atrás do bloco ou o bloco é que me leva. Quase escolhi uma música carnavalesca…

Terceiro, a tecnologia. Aquela, que dá essa sensação de que o mundo ficou pequeno demais, pode ser bem traiçoeira.
Sim, além das músicas tecnológicas em que quase tudo é forjado através dos vários programas e aplicativos, posso acessar músicas da Ásia, África, Europa com apenas alguns cliques e também descartá-las na mesma velocidade. Quase escolhi uma dessas músicas…

Então, ciente de que estou afogada, no meio da avalanche, dependente dos gadgets, resolvi nadar contra a corrente do momento carnavalesco, frenético e escolhi uma música simples. Como se fosse uma árvore na beira do rio, me agarrei a ela pra respirar um pouco.

Esse músico, Chilly Gonzales, caiu como uma luva!
Canadense, morou na França, agora mora na Alemanha, MC, produtor, compositor e… pianista.
Completamente imerso na avalanche também, tecnológico, clássico, mas simples! Escuta que paz:

Ter acesso a toda essa informação é ótimo, mas cansa!!!! E pra esses momentos, nada melhor que músicas assim, que alívio!!!

Quero dedicar essa música a todos que, assim como eu, gostam das coisas simples, tranquilas e boas.

quando o sol me deu você

20121007-162312.jpg

Meu amore.

Hoje tenho uma convidada excepcionalmente especial. Amiga do peito, irmã querida, pessoa amada. Tão, mas tão diferente de mim em tanta coisa, mas com a alma irmã da minha.

Hoje é dia da minha amada Virgínia.

tinhamu ❤

— Não sou uma pessoa que consegue se expressar facilmente com as palavras entao, vou ser bem breve e objetiva.

Prefiro falar do que essa musica me proporciona mais do que falar dela.

Resumindo, inspiraçao, nostalgia e uma vontade de correr numa praia deserta de areia branca numa noite de lua cheia.

Enjoy!–

Não se levantem, moças. Estou apenas de passagem.

Dia feliz, dia de convidado! Mais uma vez, o Pablo – tímido poeta sustentável, que esqueceu a promessa de um post entre algumas cachaças no fim de semana – vem fazer uma participação linda aqui no Musique!

Como diriam no ballet: quebre a perna, Pablito!

Certo é e segue sendo: qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa. Quis fazer um post expresso, mas quanto me custa isso! Vídeos e mais vídeos, histórias e histórias. Esta figura estranha vai soltando a carapaça e não para. Onde nasceu? Na Bahia, Salvador. Se criou no Recife e desceu pro Rio. Passados vinte anos, acho que o carioca que há na gente engema. Maurício Baia hoje compõe um grupo de violeiros no Rio chamado 4 Cabeça. 

São quatro caboclos em volta da mesa
Quatro presas versando em prosa
Travando trovas
Lembrando lendas
Alucinados

Paladinos do apocalipse
4 vértices, 4 histórias
São procurados e perigosos
Tome cuidado!

Os três outros vértices (Gabriel Moura, Luis Carlinhos e Rogê) deixo para tratar numa outra. Até porque a ponta de Baia já é um engodo só. Tinha para mim que Gilberto Gil o tinha apadrinhado e agora não tenho como dizer, mas tudo indica que Baia & Os RockBoys sobreviveram longos anos (três discos: Na Fé, 1995; Overdose de Lucidez, 1998; e Entrada de Emergência, 2001) às intempéries da empreitada independente e por mérito próprio.

Meu primeiro contato foi, como outros tantos, na prateleira da loja de discos. Um tiro no escuro. Tenho essa prática kamikaze de tomar os livros pelas capas. Não aconselho a ninguém – e não há nada o que fazer com um disco ruim comprado a não ser escondê-lo no armário – mas costuma dar mais certo que errado.

Aproveito a deixa dos encontros aleatórios pra expor esses elos fantásticos. A décima faixa do disco Baia no Circo, chama-se “Quando Eu Morrer”. Atenção para o solo de trompete. Baia explica que ouvia uma versão da Cássia Eller de “Na Cadência do Samba”, da autoria de Ataulfo Alves (o Romulo Fróes tem uma versão muito boa também) e se deu conta que a música brasileira estava infestada de desejos de morte ou, melhor dizendo, Testamentos. Com essa cara de filho do Seinfeld com Sérgio Mallandro, o testamento de Baia não podia sair coisa séria.

Pois, quando eu morrer,
Eu não vou poder me fingir de morto
Pra ver o que se passa
Não quero ver quem vai beber:
O meu café, minha cachaça.
Viro a cara pra essa vida como ela é…
E para as novas paqueras da minha mulher…

 

Acontece que essa letra recebeu aportes claros de “Fita Amarela” do Noel, que descobri não ser lá a obra das mais autóctones. A primeira estrofe foi escrita pelo capoeirista de Santo Amaro da Purificação, Mestre Besouro Preto. Besouro, também é autor dos versos “Quando eu morrer me enterrem na Lapinha/Calça-culote, paletó-almofadinha.” Daí, Paulo César Pinheiro, o mais promíscuo membro da classe de compositores brasileiros, tomou a rima do Besouro e, com Baden Powell, compuseram “Lapinha”, que mais tarde foi gravada pela Elis. Vejam só a sem-vergonhice.

Mas esses são apenas os elos reais e passíveis de comprovação. Eu prefiro deixar vocês com as possibilidades de dimensões místicas. Para isso, chamo Zé Ramalho, figura fundamental e capaz de aglutinar Raul Seixas (personagem pai de Baia na trama), Bob Dylan (o primo-tio de segundo grau) e Wonder Boys, um belo filme sessão da tarde sobre vidas estanques. O tema principal da trilha de Garotos Incríveis é “Things Have Changed”, abrasileirada por Maurício Baia e Gabriel Moura.

Outra vez obrigado à Ana e às meninas do Musique e até a próxima.

A gente que agradece, Pablito! A casa é sua, volta sempre!

Foguetes

Acho que descobri que queria convidar o Pablo pra postar aqui no Musique no dia que el me mandou um email com as impressões que teve ao ouvir o som do Graveola. Indiquei minha banda querida logo numa das primeiras conversas que tive com ele. Explicando: violão vagou na primeira festinha do semestre. Meu querido convidado logo sentou no banquinho e começou a tocar músicas do Belchior. Pra surpresa geral: ele não tocava ‘Como nossos pais’, música que o coro bêbado – no qual me incluo – pedia insistentemente. Mas toca Clube da Esquina, Mombojó e outras muito queridas por aqui.

Senta que lá vem o (EXCELENTE) texto!

Mesmo sabendo que havia uma ferramenta de busca para evitar uma possível repetição, antes de arrematar minha contribuição, quis passar o olho por cada post para sentir o tom do blog. Confesso que, 28 páginas depois, eu sofria de algo como uma indigestão, de tanta aba de vídeo aberta e uma tonteira de sentir o tanto que ainda há pra conhecer.

Essa é uma sensação bem recorrente. É assim que reajo às rajadas de informação. Tento me ater a tudo quanto posso e parece que não posso evitar de me partir.

Quando a Ana me fez o convite, pensei logo que não poderia faltar com a responsabilidade aos trovadores malditos que os becos obscuros do submundo dos blogs de música me apresentaram (Sérgio Sampaio, Jards Macalé, Di Melo, Ave Sangria e Flying Banana). Mas tranquilizei-me ao lembrar que há um movimento paleofonográfico em curso, de recuperação e reafirmação desses momentos áureos da nossa história criativa. Daí desviei minhas preocupações para a geração nova. Mas aqui também sosseguei logo ao ver no posts anteriores um Eddie aqui e um Passo Torto acolá. Pensei que deles não seria difícil se chegar a Ortinho, Siba, Mathilda Kóvak, Pitanga em Pé de Amora ou Rodrigo Maranhão.

Livre do peso das responsabilidades, foquei minha escolha nos arrepios mais recentes. Nessa história de morar noutra cidade, a gente – que vem do mar – fica meio feito bicho num aquário. Brasília é para mim um aquário de salinidade estranha e pH elevado. Cheguei por engano, caído numa rede de arraste e me vejo longe de família, cachorro e namorada. “Ah, se eu pudesse voltar atrás”, parei um tempo nesse post do Thiago Pethit. Tenho me escondido no escafandro de enfeite. Saio, às vezes, pra ver um pouco do verde das algas de mentira. O tempo aclimata. A distância ressignifica e, quando muita, separa.

Descobri Bruna Caram nesse contexto, cantarolando Futuros Amantes, numa busca por alento. Eis que me deparo com esse pout-pourri: lembra de mim / gostava tanto de você / olhos nos olhos. Foi a queda, o coice e o atropelo. Achei, a princípio, que seria uma boa escolha. Mas não queria pesar o clima. Pus-me um pouco mais à procura e cá tropeço nessa belezura:

Acho que Noel não tinha rolado ainda, não é? De todo modo, penso que Dona Inah, a senhora do vídeo, foi uma feliz surpresa e que pode cair aqui por um gancho vindo do Romulo Fróes, que integra o projeto Passo Torto. Ela abre o disco de Romulo Um Labirinto em Cada Pé com a faixa “Olhos da Cara”. Fora isso, Bruna Caram tem várias parcerias com o Marcelo Jeneci, que está em todas. Vejo que assim a rede social do mundo da música vai se desenhando.

E como disse João Cabral de Melo Neto: um galo sozinho não tece uma manhã. Para mim, seria muito custoso escolher o Último Desejo e omitir esta outra pérola de J. Velloso, neto de Dona Canô (mãe de Caetano e Bethânia). Deixo vocês com a alegria que atravessa a figura dessas duas senhoras e com a conexão oculta que paira sobre os foguetes, que se soltam ou se guardam conforme o prenúncio ou o fim de um grande amor.

 

meninas de vó

 

 

Sabe aquela pessoa que te faz sentir a vontade? Amiga, linda, inteligente, alegre, gente boa até onde alguém pode ser? Que te recebe bem, faz uma comida deliciosa, ameniza a saudade gigante do resto da família que tá longe? Minha convidada de hoje é assim! Tenho um prazer imenso de receber aqui hoje a Pauloca, minha prima querida! Além de excelente companheira de uma (ou várias, depende do dia…) cervejinha, dividimos a mesma cidade. E isso faz toda, TODA a diferença!!

Com vocês, minha querida Paula:

‘Quem me conhece, e um pouquinho já basta, tem como clichê: a Paula AMA Chico Buarque. Costumo dizer que, depois do meu marido (claro!), ele é o homem mais lindo do mundo! Mas, não me refiro àquela beleza de encantar os olhos e sim a uma de encantar a alma. Uma beleza que não está na face ou no corpo, mas em tudo: na voz, no jeito, na poesia de ser.

A primeira música que aprendi cantar era do Chico Buarque. Eu tinha lá meus 3 ou 4 anos e cantava “João e Maria” com algumas palavras trocadas.

E cresci amando Chico.

“Todo o Sentimento” eu conheci muito depois do seu lançamento. Sempre ouvi e cantei a todo pulmão (sozinha no carro ou no chuveiro, claro!) e dizia que, se um dia eu me casasse, essa seria a música de fundo! Não há canção de amor mais linda que essa.

Canção de um amor de verdade, que se vive ao longo de anos e anos, devagarzinho, mas com intensidade. De um amor que verdadeiramente se dispõe a viver. Do amor que não é perfeito nem despreza as dificuldades e por isso mesmo, pode ser eternizado. Um amor duradouro, diferente um pouco dessa cultura do quase descartável que temos. Um amor que, durante o tempo, refaz o que, em algum momento, foi desfeito e então, ficamos prontos para vestir o corpo novamente com esse amor. Um amor que, de tão usado, cai doente, se desvencilha, se perde e depois, em um tempo de toda delicadeza, encontra-se novamente e nada precisa ser dito. Alguém duvida que seja essa a canção de amor mais linda?

Em uma entrevista, Chico fala da suposta “inutilidade” da arte e reforça o prazer dele em ter uma música sua como fundo musical de um namoro. Valeu Chico! Suas “inutilidades” me trazem todos os sentimentos!’

bitous negão

Hoje é dia de convidado! E um convidado muito muito especial: Lucas, Lucas Mello.

Não se deixe levar pela foto estranha (tirada num fim de dia num fim de Carnaval). Geógrafo, professor, é um amigo muito querido! Toca o site Canta Cantos, onde sempre mostra diferentes formas de se fazer Geografia. Não raro aparece música lá no meio. E também quadrinhos!

Com vocês, a escolha do Lucas:

—–

manter um blog atualizado não é para fracos [já disse isso aqui]. ainda mais quando queremos parecer mais inteligentes do que somos [hehe]. mentira! não, é verdade.

e para não deixar a peteca cair, ser esperto ajuda. só que a pimenta não é besta. aliás, nem ela, nem yuri, nem luna. vez ou outra as meninas convidam um amigo(a) [musique a quatre] para escrever quelque chose. e hoje é minha vez!

como sei que ela [a pimenta] é fã de quadrinhos, minha dica vem de um desenhista dos bons. foi no blog do benett que conheci o disco “motown meets the beatles” [também chamado de “bitous negão”]. e desse disco super legal, que tem várias faixas mega legais, eu gostei de uma música super mega legal: she’s leaving home por syreeta.

por que eu escolhi essa música? porque não é mole sair de casa. mas é muito bom mesmo assim. 🙂

curtiu? beijos. lucas mello