Deixa eu decidir se é cedo ou tarde

…espera eu considerar…

O carnaval foi lindo mesmo. Difícil é voltar à vida real. Ainda mais com esse calor… com esse sol… Esse fim de tarde lindo…

Pode deixar a vida normal pra mais tarde?

Uma música do álbum dos Los Hermanos que eu mais escutei, Ventura, Deixa o Verão, na versão da Marina Aydar que está mais de acordo com meu ritmo nesta terça…

Pra provar e querer mais.

2012-11-14 - 011

Estava aqui pensando comigo sobre covers. Seriam eles a falta de alguma coisa a mais, ou seriam a coisa a mais? Se não me engano, John Lennon disse que Joe Cocker cantou With a Little Help From My Friends como ela foi feita pra ser gravada.

Uma forma sincera de homenagem? Arrogância de achar que pode fazer melhor? Alguém cantando uma música que gosta porque pode? Talvez só uma vez, de apenas uma forma, não seja suficiente.

Gostava muito do duo Gnarls Barkley, adoro a voz do Cee-Lo e amo Radiohead. Um cover que adoro pra encher o dia de alguma coisa boa pra repetir à vontade.

 

Lá no fundo

Acredito que a maioria das músicas sejam criadas com algum propósito – comercial ou político, para dançar ou relaxar, enfim. Imagino também que muitas percam esse propósito durante a sua trajetória ou ele seja alterado por algum evento pessoal ou não. Uma música que você ama pode marcar um dia ruim e virar “persona non grata” do seu playlist de uma hora pra outra. Mas estou desviando do assunto.

Quando eu escuto uma música que mexe muito comigo fico pensando se ela foi feita com esse propósito. “Nossa, essa vai ser de chorar”, ou “essa vai trazer lembranças de todo tipo à tona”. Um bom artista, capaz de colocar suas próprias emoções em sua obra, consegue fazer com que o espectador se identifique e se emocione, sim. A pergunta não é essa, a pergunta é: até que ponto ele (o artista) tem a consciência do quão intenso isso pode ser?

Divagações à parte, uma música que não me lembra nenhuma pessoa em especial, nem marcou nenhum evento importante da minha vida, que não tem uma letra com a qual eu me identifique e ainda é um cover do Tears for Fears. Mas quando o violoncelo começa a tocar na segunda parte, eu sinto ele tocando lá no fundo, onde a razão não explica.

A música é Mad World e o artista Gary Jules.

Vale a pena dar uma atenção pro clipe, dirigido pelo Michel Gondry.

Sexta Soul

Sexta-feira! Ela chegou de novo, linda como sempre, mas sem grandes planos pro fim de semana. O que escutar numa sexta absolutamente normal?

Ben l’Oncle Soul é um francês de 28 anos que lançou seu primeiro álbum pela Motown no ano passado, o que não é pra qualquer um. Talvez a sua música mais famosa hoje seja Soulman (e se vocês repararem no clipe ele tem uma tatuagem escrito Motown no pulso, que ele fez quando conseguiu contrato com a gravadora). Mas a música que escolhi pra essa sexta foi o seu primeiro sucesso, que chamou a atenção do público e da gravadora: um cover sensacional de Seven Nation Army, do White Stripes. Eu pessoalmente acredito que pegar uma música boa, transformá-la completamente e ainda deixá-la boa é um comprovante da habilidade de um artista.

Ben l’Oncle Soul é também o nome do álbum desse soulman francês, no qual você encontra essas duas faixas, e minha dica pra essa sexta. Um pouco de soul pra acabar a semana bem e deixar o fim de semana surpreender.

Feeling Good

Cover sensacional do Muse para a música de Nina Simone (você pode ouvir a original aqui). Adoro a voz do Matt Bellamy e acho que nessa música – como em tantas outras – ele mais do que canta, passa com a voz o sentimento por trás da melodia. Assim como com a Nina Simone, eu acredito que ele sabe como os pássaros no céu e os peixes no mar se sentem (se quiser saber também, a letra tá aqui).

Uma música sobre se sentir bem.

Bom começo de fim de semana pra nós.