nem vem que não tem

brokenheart

 Seguindo a mesma vibe da semana passada, uma música me surge do nada: reassisti a pouquíssimo tempo o excelente documentário Ninguém sabe o duro que dei, que conta a história do Wilson Simonal. Adoro esse filme!! Sofrido, tal e qual a história do músico. Mas muitíssimo interessante!

Gosto muito do Simonal, e esses dias resolvi re-ouvir o que tinha dele aqui, e achei essa versão excelente de uma música brilhante! Super combinando com o que se passa aqui dentro nos últimos dias.

…e sério: se não assistiu o filme, perde não!!!

Boa semana pra todos!!!

românticos

Essa semana vi um filme interessante: The Romantics. Nada de excepcional direção, atuações, roteiro inovador… Nada disso. Até meio clichê: um grupo de amigos vai para um casamento onde uma das madrinhas é ex namorada do noivo. Um dia alguém me disse que nenhum clichê é clichê por acaso… Ando acreditando nisso. O título em português é tão ridículo que nem vou me dar ao trabalho de colocar aqui.

Por que falar sobre o filme então? O filme é bonito, intenso. Me passou um sentimento de verdadeiro. Em uma cena, os amigos – completamente bêbados na beira da praia – se perguntam por que estão todos ali, juntos. Por todos terem a mesma meta: inspirar e serem inspirados.

Achei isso tão lindo. Pode ser citação de algum autor, é constante no filme. Procurei por alto mas não achei uma fonte.

É uma bela – talvez a mais que já ouvi até hoje – definição de amizade. Inspirar pessoas por quem se tem carinho, ver que você fez a diferença na vida de alguém. E deixar que façam na sua também.

Não canso de dizer: lindo isso.

O post de hoje estava pronto desde segunda. Era mais pesado, mais sofrido, mas na mesma temática de amizade. Por ser um desabafo sincero, passei ele pra outro blog. Melhor optar pelo leve aqui, pelo feliz.

Quem eu gosto, quem eu me importo sabe bem do carinho que tenho. Amo meus amigos. Cada vez me vejo numa fase que preciso deles por perto. Pra sair e tomar um café, pra deitar no colo e contar o que anda me apertando. Pra colocar o papo em dia, pra resolver o que anda incomodando. Pra ouvir uma música calados. Pra ter conversas tão divertidas que justificam o processo evolutivo da fala.

Pra lembrar que tudo que a gente tem é hoje, que nunca se sabe se vem um amanhã. Pra viver esse hoje.

Pra inspirar e ser inspirada.

Tô numa fase muito Querido diário, sorry. Tudo anda muito a flor da pele… Sim, beijo de novela tem me feito chorar. Tudo tem me feito chorar… Muita coisa que precisa ser dita, muita vontade de falar tudo de uma vez. Só que chega uma hora que é melhor tentar dormir…

Voltando ao filme: recomendo. É um filme bonito. Despretensioso, inteligente. E, com uma trilha sonora BEM legal. Amei a We Can’t Be Friends, da Lorene Scafaria. Mas a que roubou meu coração foi a Brutal Hearts, do Bedouin Soundclash.

Espero que gostem.

em outro planeta

Já postei uma música dessa mesma trilha sonora uma vez. Amo esse filme, gosto mais ou menos do Seu Jorge, sou apaixonada por essa música, nessa versão. Lá pelos idos de 2005, no meu primeiro som do meu primeiro carro, ela era das poucas lentas que habitavam o interior agitado daquele Ka viajado.

Não sei porque ela veio na minha cabeça hoje. Talvez por ser suave. Talvez por ser intensa. Bonita na medida.

Mais uma vez, post ilustrado pelo excelente 180 cartazes pra sair da fossa. Descobri vários cartazes de músicas que amo…

Filme bom de se ouvir!

Mais um dia de convidada!!! Hoje tenho o prazer de receber minha querida Raquel Bambozzi! Amiga/prima linda, inteligente, com um gosto musical super diversificado e de excelente qualidade.

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Tem certos filmes que te pegam pelo atacado. Como se não bastasse um enredo cativante, talvez não de todo elaborado, mas daqueles que te agarram pelo cangote arquetípico das emoções….  e ainda apelam aos seus sentidos mais pios, para aqueles que os cultivam, é claro,  como direi…à flor do ouvido!

Ainda que faltando um quê de convencimento, My Blueberry Nights, dos quase longínquos 2007 é desse tipo… e Wong Kar Wai sabe das coisas! Desde que fez “Amor à Flor da Pele” e usou e abusou de Nat King Cole e vestidos cinquentinha desfilando em slow motion… De chorar!!!

“Na radiola de ficha toca um bolero, vida noves fora zero, a dor de todos os cotovelos da espera.” (do mestre Xico Sá)

Um road movie pela tristeza interior para se descobrir ou curar das mazelas do amor.

E no balcão do café da existência, uma câmera de plano fechado, só você (eu) e o Jude Law!! Aiai!! Dai entra The Story, Nora Jones! Enfim…

Ambos foram abandonados. Estão vulneráveis emocionalmente. Ela desmaia de bêbada e de tanto comer torta de blueberry. Uma solidão masoquista, cultivada nos vinis e nos cafés.

E você assiste ao filme e escuta algo que é bom, chora um pouquinho, e escuta logo outra chanson também ótima, sem identificar bem o que é, e por aí vai… louco (a) para chegar ao final, e saber qualé do quem vai ficar com quem (um tanto óbvio ali) e, também identificar, é claro, as músicas nos créditos finais. Bem, eu sou destas!! Sempre atraida pelos bons sons e pela boa aplicada!!! Como que um novo mundo que se revela na nova pesquisa!

A trilha ali é bem um interlocutor, recheada de elementos blues, e dialoga com a imagem granulada da câmera de vigilância. Um Ry Cooder genial que o é sempre quando quer ser! Cat Power, surpresa linda em cena e voz deliciosa como sempre em The Greatest. Mavis Staples, em ritmo que promove momento de respiro. Otis Redding, num clássico confortável aos ouvidos! A delicadeza melancólica do dedilhado de Gustavo Santaolalla com propósito de tocar a alma. Cassandra Wilson refaz um Neil Young intenso!

A reciclada e linda Yumeji’s Theme de Chikara Tsuzuki alimenta ainda o clima melancólico.

A trilha capta o cerne da tristeza dos personagens, mas também toda a carga erótica contida, não realizada. As emoções aos pedaços se misturam ao longo do todo e uma impressão nova se acrescenta à precedente sem chegar a apagá-la inteiramente. Pessoas de natureza morta, e o que resta de alentador, afinal, é um beijo roubado. Neste momento justamente, cessa a música e sobrevêm o silêncio, numa poética única!

love love love

2013-03-24 14.47.27

Semana passada peguei passando na tv um filme que já tinha assistido e lembro de ter gostado muito. O nome dele é Across the Universe.

Revendo, descobri que o filme não é bom. Efeitos especiais muito tosquinhos, entre outras coisas, fazem dele um filme bem fraco. Mas sabe o que me encanta nele? O jeito que a história é contada.

Como o nome já sugere, o filme é um musical só com músicas dos Beatles. Adoro musicais, principalmente quando as musicas que tocam ali foram feitas em outro contexto, em vários discos, e encaixam na história.

No caso desse filme, alguns personagens como Jude, Lucy, Prudence, já dão dicas das músicas que vão aparecer. Mas é um pouco mais que isso. A história é moldada, guiada pelas músicas. Acho que gosto tanto disso por sempre imaginar trilhas sonoras pra minha vida. Esse filme é assim. A vida tem uma trilha, segue uma trilha.

Avisado que o filme é ruim, mas que as versões são legais, deixo aqui a ultima cena.

Linda. Num telhado. Com o ‘she loves you yeah yeah yeah‘ e tudo mais.

Com muito amor.

Porque é disso que a gente precisa.