a arte do encontro

Pra variar, tô com o poetinha e não abro:

“A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida”

E bom, acho que ando numa fase de extremo desencontro. Com os outros e comigo. Talvez seja a tal da crise dos 30, se é que ela existe mesmo. Talvez seja só um momento de reflexão intensa sobre o que já foi da vida, o que será dela daqui em diante.

A tentativa de descobrir onde eu me encaixo nesse mundo.

Essa música tava perdida na minha lista de música pra postar algum dia. Amo listas… Não deve ser coincidência ter topado com ela logo hoje. O desencontro que passou a última semana martelando na minha cabeça, tá aí. A sensação de encontrar-se, encontrar o seu lugar, tá aí.

E o Arnaldo Antunes coloca isso de uma forma muito delicada. Lindo ele, linda a letra, linda a música.

Pra pensar, com toda calma, qual é nosso lugar…

De quem a gente tá perdido.

Do que você quer pra essa pessoa, quando encontrar.

Quem você quer que te ache.

 

certeza de nada

Domingo, sem muita surpresa, acordei com 30 anos. Hoje é a vez da Yuri, minha gêmea querida.

Um tempo atrás, estava pensando sobre isso: o que é crescer? A conclusão foi que crescer é algo como se tornar uma criança responsável. Cumprir com suas obrigações, tarefas, trabalhos, responsabilidades, mas sempre com a leveza e a alegria – se possível com os olhos – de uma criança. Não parar de brincar com a vida, de se divertir nela. Manter a alma de criança.

Pensei numa música que, de uma certa forma, traduzisse esses sentimentos. Achei uma linda, encantadora… Quem não cantarolou ela quando criança? Quem, quando criança, entendia o tanto que a letra é linda? Pois é…

Pra gente não esquecer daquela criança que mora dentro, da alegria de viver, de rir à toa.

Parabéns Yu!!