só os cães são felizes

wilfred

Bons dias, dias ruins… quem não passa por isso, né? Aquela coisa difícil que é virar gente grande. E se manter assim.

Tenho vivido, assistido e lido um pouco sobre isso. Sobre como lidar com tristezas e dificuldades. No meio de coisas sérias, descobri essa série excelente: Wilfred! Ela é centrada na relação do personagem do Frodo Elijah Wood – um cara depressivo suicida e desesperançado da vida – com Wilfred, o cachorro da vizinha – “uma mistura de Labrador com Russel Crowe alcoolizado”. Acontece, que o Wilfred não é visto pelo Ryan (Elijah) como um cachorro, e sim como um cara vestido numa fantasia tosca de cachorro. É, uma vibe meio Calvin & Haroldo.

Humor negro, diálogos non sense e algumas lições muito interessantes. A relação construída pelos dois personagens centrais é hilária! Enfim, para pessoas sem muita frescura, sem restrições a assistir cenas bizarras envolvendo drogas, sexo e Matt Damon.

Bom, a música que escolhi não tem nada a ver com a série, e sim com o processo. Ouvi ela numa peça muito interessante chamada Prazer (em cartaz no CCBB BH).

por um acaso bem gostoso

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Postagem no face, feito pelo Nico, dica da querida Lu, que por sua vez conheceu através de uma amiga.
E assim eu escutei o som do Baxter Dury. A primeira vista foi uma delícia, à segunda vista foi mais delícia ainda!
O cara é filho de uma lenda do rock, o Ian Dury. Eu to aqui mais escutando o ultimo álbum dele, de 2011. E gostei tanto! Que não consegui escolher só uma música. Escutei primeira a música postada no face, Isabel. Amei, procurei o clipe e gostei mais ainda. Mas depois me apaixonei por Hotel in Brixton, daquelas de escutar de olhos fechados balançando a cabeça, balançando os pezinhos. Repeat …

10 anos atrás era 1993

original

Recalcados dirão que é mentira.

Mas não é mentira. Não pode. 20 anos? Tem certeza?

Como eu aproveitei os anos 90. Minha adolescência foi incrível. Estava descobrindo músicas e fortalecendo amizades. Eram poucos os fins de semana que não passava na casa de amigas em Contagem, ou em Macacos, ou mesmo no São Bento (que era tão bom quanto). Férias na Bahia. Férias todo dia, tudo era motivo de festa.

Entre viagens e amizades algumas músicas foram marcantes. Um amigo que escutava Black do Pearl Jam 50 vezes por dia, uma amiga que sentava a gente pra escutar My Heart Will Go On, outra aprendendo a tocar pandeiro no banheiro pra ninguém tirar da mão dela. Eu e as meninas fazendo cópia a mão da letra de uma música do Information Society, as melhores do Lulu Santos e o Perfil do Caetano que tocavam no repeat. Vários pagodes e axés, Savage Garden, o primeiro álbum do Prodigy, o acústico MTV da Gal Costa. Andru Donalds. São tantos e outros e muitos que não conseguiria colocar todos aqui.

O que me despertou a idéia desse post foi ouvir que final romântico, morrer de amor...” e na mesma hora voltar 15 anos pra um dia de sol e piscina na casa de uma amiga. E lembrar da sensação de ser jovem e achar que o tempo nunca iria me alcançar.

Pra você que fez 15, pra você que fez 30, Pet Shop Boys com Being Boring.


 

take a walk

R.I.P. Lou Reed. O que me veio na cabeça quando li sobre a morte desse meu ídolo? Até tu, Lou Reed? Aquela mania besta de achar que alguns cara são maiores que morte…

Incontáveis músicas, incontáveis sensações que as músicas desse cara já me provocaram. Todas me trazem lembranças de épocas muito felizes e loucas da minha vida. Afinal, quem nunca, pelo menos um pouquinho, se arriscou a dar uma voltinha num wild side?

Mais uma vez, ficamos aqui com muita coisa boa pra lembrar dele.

Hoje posto 11 minutos de Lou Reed. Porque é o que vou escutar essa semana.

Nosso estrago não é de hoje

carinhômetro

Depois de uma gigantesca ausência, diretamente de Fortaleza, meu querido amigo Pablo volta a noa agraciar com uma participação aqui no musique!

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A gente enverga mas não quebra. Isto é qualquer coisa que se diz depois de um coice, de quem espera recobrar o prumo após um golpe do destino. Mas e quando a bigorna não sai da sua cabeça? Como estarão as coisas vistas deste eterno tino penso? Trago o peito intumescido de uma selva de gêneros nunca por mim cultivados, uma mata cerrada de daninhas e pedregulhos que se confundem com as paredes dos átrios, de tão incrustrados. Hoje percebo melhor o quanto a minha criação reflete as formas como enxergo a vida e, por suposto, como restringe os condicionantes, neste espaço que me escapa, dos meus vários estados de saúde. Por isso, regulo opiniões antigas, pondero melhor o meu espanto com o lugar em que nos vejo agora – sul-americanos de venas abiertas, nativos discípulos-mestres herdeiros da tradição, sob progressivo refinamento, das chamadas slavery skills, às quais nos aplicamos uns aos outros sem o menor pudor e a cada vão momento.

Sinembargo parecía que todo se iba a acabar
Con la distancia mortal que separó nuestras vidas
Realizaron la labor de desunir nuestras manos
Y apesar de ser hermanos nos miramos con temor
Cuando pasaron los años, se acumularon rencores
Se olvidaran los amores, parecíamos extraños.

 

Pablo Milanés, Canción por la unidad de Latinoamerica

Uma das muitas pecinhas no mosaico de nuestra historia común, feito o balão que pedíamos para cair em nossas palmas quando crianças e depois nos arrependíamos, deu de acontecer aqui neste pedaço de sertão que dá pro mar, na Fortaleza de Nuestra Señora de la Asunción, de colonização portuguesa mesmo. Hoje, disputando o pódio de quinta capital mais desigual em renda do mundo, sob o comando de novos coronéis e tropas de jagunços, seguimos repartindo uma cidade triturada, um Estado débil, que ainda se presta a discutir e se retorcer sobre conjecturas de prioridades para a destinação dos escassos reservatórios de água.

Outro dia, num escape frustrado a esta suspensão por tempo indeterminado de direitos a que as jornadas de junho nos conduziram, perguntávamo-nos num bar que seria dos exames de corpo de delito se instrumentos tivessem para avaliar traumas psicológicos, sobretudo, nas cabeças dos manifestantes mais jovens. Referi-me à minha criação porque acredito que me criei amparado por redomas, várias delas, e vejo que o desconforto desses últimos meses é nada mais que um extravasamento dos estados de exceção nucleares que mantinham suas tensões e suspensões de direitos e cidadania restritos aos limites das periferias. O desamparo ou a inclusão das classes médias às fronteiras de uma sociedade marginal, porque mantida à margem, foi possivelmente a ruptura da última dessas redomas. Apresento-lhes a música de Pedro Leone e os Corações Gelados, meus irmãos de criação e de convívio, apesar das posturas estéticas diametralmente opostas, para tentar fechar este possível ponto consensual: nosso estrago não é de hoje.

“É a melhor época de nossas vidas quando temos as almas corrompidas.” Danos Escolares

cheiro de infância

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No meio de uma semana agitada, me pego pensando na infância e nos irmãos. Todos enormes (um deles realmente enorme!), todos crescidos, quase tudo encaminhado. Mas eternos irmãos da infância, se não fosse eles eu não teria tido ninguém pra cuidar fingindo brincar de casinha hehehe.
Este mês foi dia das crianças, e a mama colocou mil fotos nossas no facebook, foi uma delícia. Relembrar fatos, rever objetos marcantes (eternamente desconsolado porque meu prato de passarinho sumiu). Ontem fomos almoçar as três irmãs e ainda reencontrar um amigo delas de colégio, que há muitos anos não vi. Teve um desses momento que vc olha ao redor e é difícil acreditar a trajetória de cada um, onde estamos, os nossos laços cada dia mais fortes. Sim, cada dias mais fortes. O dia que a Mayumi não vem almoçar pra #terçadoamor eu fico triste. O dia que a Thy não consegue ir almoçar e não me deixa levar comida pra ela no trampo, eu fico triste. O dia que eu vou discotecar e o Iago vira e fala que vai pra outra festa, eu fico triste.
Esses pensamentos devem ser frutos do mês da criança e do fim do ano chegando, data que nos enfiamos todos num carro e vamos que nem família buscapé pra São Paulo, aquela zona no carro, aquelas paradas no Recanto da Pamonha, sempre zuando que lá é o recanto da Thy. Essas viagens são divertidas e reveladoras! Hoje em dia é sempre a Mayu babando em cima do Iago (Iaguinho), o Iago empurrando a Mayu, e a Thy de boca aberta, e eu de co-pilota. Esse ano quero ver quem vai ser meu co-piloto que eu que vou levar o bonde pra sampa.

Esse post na verdade deveria ser sobre o trabalho da Irene Bertachini, uma artista aqui de BH que gosto muito. Mas comecei a escutar o album dela agora de manhã e esse foi o sentimento que veio a tona, com a delícia da música Dia Bom, dela e do Gustavo Amaral. Gostinho delicioso de infância.

Voz deliciosa Irene! Embalou o dia.

ps: vou reservar um dia menos emotivo para falar sobre o trabalho da Irene.
ps2: a legenda da foto é: todos querem soprar a vela do bolo da Mayu.

Algumas vezes mel

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Macumbinha gostosa com beat psicodélico!
É essa a definição do convidado de hoje pra música dessa terça.
Moby, Honey.

uma velha novidade

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Pra começar a semana, uma música que só conheci esses dias. Vem de um disco da Gal, produzido pelo Caetano e seu filho, Moreno Veloso. O disco se chama Recanto, foi lançado em 2011 e traz uma série de misturas eletrônicas, bem diferente do que acostumamos ouvir da cantora.

De qualquer forma, ficou lindo!

Deixo pra hoje a faixa que mais gostei: Neguinho. Letra forte, música intensa.

marginal

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Eu não sei se onde estou é onde eu gostaria de estar.
Eu poderia dizer que até hoje eu tive uma vida normal.
Sim, as vezes a gente se sente meio marginal.

Erasmão! Esse album todo a vale a pena. Carlos, Erasmo. 1971

Na vitrolinha!

à fantasia

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Tem como não amar?

A festa, pra mim, começa quando eu decido a fantasia. Decidir a roupa, os sapatos, os acessórios, a maquiagem. Juntar os amigos pra fantasiar junto, encarnar o personagem e sair de casa.

AMO!!!

O look de hoje já está escolhido e já estou contando as horas pra colocar minha peruca sucesso e sair. Só não conto o que é. Quem quiser saber, vai ter que ir me ver na Sexta Básica à Fantasia de hoje =D

vemgente!