De verdade? Dê verdade!


Por Amanda Rocha Leite, nossa convidada fiel.

Todo mundo quer viver um amor de verdade, mas nem todo mundo está preparado para as verdades do amor.
Pra se viver um amor de verdade, a gente precisa SER de verdade e nem todo mundo está preparado pra isso. Porque quando a gente é de verdade, a gente tem falhas, a gente erra, tem defeitos, manias… E o que é pior: cedo ou tarde, acaba expondo tudo isso para o outro!
Por outro lado, se a gente não for de verdade e ficar tentando ser o que a gente acha que o outro quer que a gente seja, o outro nunca vai se relacionar conosco e sim com uma imagem ideal que fizemos de nós mesmos! E ele vai amar (ou não) alguém que não existe! E nós, continuaremos sem saber se somos dignos do amor de alguém.
Tem gente que se perde tanto no meio do caminho que nem sabe mais quem é, o que quer, do que gosta, do que não gosta, do que aceita, do que valoriza, do que lhe faz bem…
Tem gente que, pra “valorizar o passe” fica fazendo joguinhos que, muitas vezes cansam ou confundem quem está do outro lado querendo fazer acontecer, querendo agradar, mas já nem sabe mais como.
E tem gente que um belo dia acorda e diz: eu sou assim! Vai querer?
E ai, a vida fica mais leve, mais possível, mais objetiva, mais fácil, mais de VERDADE!!!
Vamos nos entregar pra quem não dá a mínima pra um Rolex! Só assim é possível ter o sorriso frouxo! Só assim poderemos bagunçar a vida de alguém e deixar que esse alguém bagunce a nossa. Pra depois, a gente poder arrumar tudo de novo, de um jeito diferente! De um jeito melhor! De um jeito de verdade!
Ou você quer concorrer ao Oscar Freire todo mês?!

A música que acompanha o dia é Madame, do Lemoskine.

ps: imagem retirada do blog Casal Sem Vergonha.

Por motivos desconhecidos

Na festa de sexta feira passada recebi o seguinte elogio: “gostei muito do seu set, só não curti muito de Somebody Told Me. Eu não gosto muito de The Killers, e das 2 músicas boas deles eu prefiro Mr Brightside“.

Respeito muito a opinião, e claro que cada um tem direito de gostar ou não do que quiser.  Mas isso me fez pensar na banda, e porque gosto tanto deles.

Lendo sobre o novo álbum deles. Battle Born, lançado semana passada, me deparei com uma crítica que pra mim fez todo sentido:

O grande segredo aberto do The Killers é que eles fazem sentido apenas quando funcionam em grande escala.

É isso. Escutar uma música como Sam’s Town não faz sentido no sofá. Falta o público indo à loucura no estádio, as fãs gritando. Muito do charme do Brandon Flowers vem do fato de ele ser exageradamente performático, um verdadeiro showman de Las Vegas (de onde a banda é).

Ainda que não agrade a todos continuo curtindo muito a banda, a grandiosidade e pretensão deles (quem já passou por aqui sabe como eu gosto de Muse). Pra hoje, uma música deles com cara de sexta-feira: For Reasons Unknown. Boa sexta-feira.

E um beijo.

ps.: nunca tinho visto o clipe antes. Dá pra passar bem sem, viu?

 

Não se levantem, moças. Estou apenas de passagem.

Dia feliz, dia de convidado! Mais uma vez, o Pablo – tímido poeta sustentável, que esqueceu a promessa de um post entre algumas cachaças no fim de semana – vem fazer uma participação linda aqui no Musique!

Como diriam no ballet: quebre a perna, Pablito!

Certo é e segue sendo: qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa. Quis fazer um post expresso, mas quanto me custa isso! Vídeos e mais vídeos, histórias e histórias. Esta figura estranha vai soltando a carapaça e não para. Onde nasceu? Na Bahia, Salvador. Se criou no Recife e desceu pro Rio. Passados vinte anos, acho que o carioca que há na gente engema. Maurício Baia hoje compõe um grupo de violeiros no Rio chamado 4 Cabeça. 

São quatro caboclos em volta da mesa
Quatro presas versando em prosa
Travando trovas
Lembrando lendas
Alucinados

Paladinos do apocalipse
4 vértices, 4 histórias
São procurados e perigosos
Tome cuidado!

Os três outros vértices (Gabriel Moura, Luis Carlinhos e Rogê) deixo para tratar numa outra. Até porque a ponta de Baia já é um engodo só. Tinha para mim que Gilberto Gil o tinha apadrinhado e agora não tenho como dizer, mas tudo indica que Baia & Os RockBoys sobreviveram longos anos (três discos: Na Fé, 1995; Overdose de Lucidez, 1998; e Entrada de Emergência, 2001) às intempéries da empreitada independente e por mérito próprio.

Meu primeiro contato foi, como outros tantos, na prateleira da loja de discos. Um tiro no escuro. Tenho essa prática kamikaze de tomar os livros pelas capas. Não aconselho a ninguém – e não há nada o que fazer com um disco ruim comprado a não ser escondê-lo no armário – mas costuma dar mais certo que errado.

Aproveito a deixa dos encontros aleatórios pra expor esses elos fantásticos. A décima faixa do disco Baia no Circo, chama-se “Quando Eu Morrer”. Atenção para o solo de trompete. Baia explica que ouvia uma versão da Cássia Eller de “Na Cadência do Samba”, da autoria de Ataulfo Alves (o Romulo Fróes tem uma versão muito boa também) e se deu conta que a música brasileira estava infestada de desejos de morte ou, melhor dizendo, Testamentos. Com essa cara de filho do Seinfeld com Sérgio Mallandro, o testamento de Baia não podia sair coisa séria.

Pois, quando eu morrer,
Eu não vou poder me fingir de morto
Pra ver o que se passa
Não quero ver quem vai beber:
O meu café, minha cachaça.
Viro a cara pra essa vida como ela é…
E para as novas paqueras da minha mulher…

 

Acontece que essa letra recebeu aportes claros de “Fita Amarela” do Noel, que descobri não ser lá a obra das mais autóctones. A primeira estrofe foi escrita pelo capoeirista de Santo Amaro da Purificação, Mestre Besouro Preto. Besouro, também é autor dos versos “Quando eu morrer me enterrem na Lapinha/Calça-culote, paletó-almofadinha.” Daí, Paulo César Pinheiro, o mais promíscuo membro da classe de compositores brasileiros, tomou a rima do Besouro e, com Baden Powell, compuseram “Lapinha”, que mais tarde foi gravada pela Elis. Vejam só a sem-vergonhice.

Mas esses são apenas os elos reais e passíveis de comprovação. Eu prefiro deixar vocês com as possibilidades de dimensões místicas. Para isso, chamo Zé Ramalho, figura fundamental e capaz de aglutinar Raul Seixas (personagem pai de Baia na trama), Bob Dylan (o primo-tio de segundo grau) e Wonder Boys, um belo filme sessão da tarde sobre vidas estanques. O tema principal da trilha de Garotos Incríveis é “Things Have Changed”, abrasileirada por Maurício Baia e Gabriel Moura.

Outra vez obrigado à Ana e às meninas do Musique e até a próxima.

A gente que agradece, Pablito! A casa é sua, volta sempre!

21 de setembro

Existem vários jeitos de se chegar até AQUELA música.
Assistindo um bom filme certamente é um dos jeitos mais emocionantes.
As imagens nos inspiram, as situações mexem com a gente.

Queria ter a possibilidade de dançar até os pés doerem mais vezes, queria ter a possibilidade de falar o que sinto mais vezes, quero poder olhar nos olhos mais vezes, queria fazer as pessoas rirem, sempre!
E queria que algumas noites não acabassem nunca.

Sexta Básica proporcionou pra gente um momento único. Amigos e música. Amigos lindos fazendo nossa sexta básica ser um sucesso, pelo menos pra nós. Amigos dançando e levantando os bracinhos.
Quer saber? Queremos mais!

E se você quer escutar o nosso setlist da Sexta Básica Edição Primavera, vai ali na barra lateral, dá o play e se joga na pista! Nem que essa pista seja o chão da sala!

Dedico essa pras Musiques: Luna e Ana! ♡
A gente faz isso aqui com muito amor!

ps: a música saiu do belo filme Intocáveis, um belo exemplo de como viver a vida. =)

Boom Boom


Qualidade musical.

Aquilo que acontece quando se escuta uma música em que a banda de fato sabe tocar. Em que os instrumentos estão em sintonia e bem executados. Que o cantor confia em algo mais que autotunes pra cantar uma música.  Quando você tem vontade de ouvir de novo pra captar o que pode ter passado despercebido da primeira vez.

Big Head Todd and The Monsters é uma banda americana (acho que o nome entrega) com mais de 20 anos de carreira e um som daqueles. A música de hoje, Boom Boom, um cover de John Lee Hooker quem indicou foi meu pai, e quando ele indica eu sei que posso ouvir de olhos fechados.

Quem quiser saber porque, já expliquei aqui.

Pra começar a semana direitinho. Pode confiar.

Um beijo e boa semana!

 

 

paz & arroz

Nunca fui muito de escutar rádio. É muito frequente pra mim a pergunta: ‘Como você não conhece a música xxx?!?! Toca o tempo todo!’. Ok, não no meu carro, não na minha casa e quase nunca nos lugares que eu saio.

Essa introdução é porque, a música que escolhi pra hoje, tem  super a cara de ser famosinha. Se é, eu não sei. Conheci pelo santa indicação do LastFM, que me mostra músicas que têm a ver com as que já existem na minha biblioteca. Ferramenta genial!

Eles já apareceram por aqui no musique, mas eu nem tinha dado bola. Até ouvir essa.

Pra começar a semana como? Em paz…

 

A primavera chegou


A estação do ano mais linda do ano! A cidade toda enfeitada!

Mas hoje o post é pra carregar as baterias, pra dar boas vindas à primavera, e pra saudar!
Semana que vem a gente conta como foi a Sexta Básica ontem. Só adiantamos uma coisa: foi lindoooooooooooooo!

E de lambuja uma homenagem ao grande Tim, que este ano completaria 70 anos.

Vem dançar comigo?!


É hoje!
Eu queria que o post de hoje fosse muito especial. Queria representar o que é a Sexta Básica e o que é o Musique com uma música.
Eu não posso dizer o que uma festa boa é pra você.
Eu não posso dizer o que é o Musique à Trois pra nós três.
Mas eu posso escolher uma música que represente isso pra mim.
Porque quando a casa estiver cheia, as luzes apagadas, todo mundo na pista e essa música tocar no talo, eu sei que estarei marcando a minha presença na festa.
Vem dançar comigo?

sangue latino

foto: facebook da banda

Juro: ia postar uma música super linda-animada hoje. Mas não deu. Dias de cabeça cheia, nervosismo, vontade de mandar muita gente, hum, catar coquinho, precisei de calma, tranquilidade. Além da overdose de Marcelo Jeneci, algo novo apareceu pra mim.

Uma amiga suuuper querida me mostrou esse vídeo outro dia… Não tive alternativa senão cair  de amores. A banda se chama Perota chingo, e foi formada inicialmente pela dupla Dolo & Maju, duas amigas de longa data que resolveram viajar pela costa Uruguaia com um violão nas costas. Explicando melhor, palavras tiradas do facebook delas:

Perota chingo esta conformado por Julia Ortiz y Dolores Aguirre ( conocidas en la net como Dolo y Maju ), si bien ambas somos oriundas de la costa norte Porteña del Rio de la Plata y nos conocemos hace ya unos 20 años, esta formacion surge en y para el verano del 2011, con la autopropuesta de conocer toda la costa Uruguaya a dedo, guitarra y dos voces.
el cabo Polonio nos abrio todas sus puertas y ventanas y nos abrazo con fuerza en un flujo arremolinado de energias musicales.

nos encontramos un muy buen dia con Pocho Alvarez y Martin Donozo que en esta serie de espontaneidades nos invitaron a un rico plato de trigo con pasas y capturaron de la forma mas sensible un momento de estos momentos magicos, unicos e irrepetibles.Un año mas tarde nos reencontramos sumando al proyecto a Martin Dacosta en percusion y Diego Cotelo en guitarra comenzando una gira por Argentina, Chile y Uruguay que continuara en Septiembre 2012 desde Brasil por toda Latinoamerica.

Uma banda que surgiu de uma decisão de cantar, conhecer, de fazer a música viajar. E como é lindo! As fotos delas também são encantadoras… shows em praças, coretos, praias… O disco é outra delícia! Com versões de Beseme mucho, Alma não tem cor (do André Abujamra) e da lindissima La complicidad, alegra.

Pra encher o coração de calma…

 

… e preparar pra Sexta Básica amanhã!!! O Musique estará presente! Vai lá na nossa página no Facebook pra ver como concorrer a uma cortesia!

 

Cante a plenos pulmões

Sabe aquela música que te faz levantar os braços, fechar os olhos, e cantar a plenos pulmões.

“Bom é ser feliz e mais
Nada! Nada!…”

E essa aposto que é uma música que traz lembranças diversas para muita gente. É Roberto né!? ♡

E continuamos animadas e contando os dias para a Sexta Básica.
Pra quem ainda tá por fora, vamos discotecar na próxima Sexta Básica, que acontecerá dia 21 de setembro no Espaço 104, no centro da cidade de Belo Horizonte. É uma festa pra ninguém ficar parado!

E nós do Musique à Trois estamos sorteando algumas cortesias. Quer participar? Acesse a nossa página no facebook, curta a página. Curta também a página da Sexta Básica. Tem que compartilhar o cartaz da festa, aqui, e clicar na aba de promoções, e se inscrever. Seguindo todos esses passos, você estará concorrendo!

Festa Festa!

Ps: Foto do amigo Hugo César Paiva, thanks!