quem dança seus males espanta

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Sexta passada fui pela segunda vez a uma apresentação do Fatboy Slim. Não costumo mostrar muito esse lado aqui no Musique, até porque ando escutando muito pouco de música eletrônica. Mas, pra variar, essa paixão vem com uma história…

Na minha adolescência estorou a moda de raves. Fui em algumas, em umas festinhas menores, gostava mas não muito. Quando ‘Praise you’ do Fatboy estourou, descobri que dava pra ouvir aquilo em casa, mas ainda não era uma paixão. Foi durante a faculdade, numa cidade do interior, uma amiga muito especial e querida começou a trazer alguns DJs amigos dela de Sampa pra tocar pra gente. Primeiro era em algumas festas grandes da cidade, com um after mais restrito. Acabou acontecendo um movimento lindo: eram festas só pra gente, só com amigos queridos, DJs queridos, música boa, lugares lindos. Ali eu aprendi a dançar, dançar até me acabar! Colocar pra fora o que tem que ir pra fora, renovar a alma, abraçar forte os amigos queridos e sentir feliz e grata por dividir aquele momento com eles. Enfiar os pezinhos conscientemente na jaca, com toda vontade. Como diria um velho marujo que conhecemos nessa época: ‘só vivendo pra saber’.

Sexta foi assim: dia de ficar leve de novo. Dia de espantar os males, de chegar em casa exausta, suada, com as pernas e os pés doendo, pesando uns 10kg a menos. Consciência leve.

A música que escolhi pra hoje nem é do Fatboy, mas de um outro pessoal muito legal, Basement Jaxx. Essa música em especial, tocou em uma das primeiras festinhas.

Pra mim, a hora é disso: let it all go!

P.S.: no show de sexta rolou uma projeção com frasesinhas muito foda. Procurei ela completa, mas não encontrei, ainda. Segue aqui o pedacinho que encontrei:

“Drink more drink, live more life, kiss more frogs, dream more dreams, bite more cherry, lose more control, see more stars, say more ops!, fill more boots. More everything for everyone. More everything”

2 pensamentos sobre “quem dança seus males espanta

  1. Muito legal Ana, gostei bastante do texto, realmente tenho lembranças muito boas também! Sempre escuto uns sons pra se sentir exatamente como descreveu, a diferença é que muitas vezes fica pra dentro, explorando apenas os corredores infinitos da mente…
    Grande beijo
    Antonio

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