Quando fevereiro chegar

Não precisa gostar de forró. Nem precisa ter vontade de chamar um par pra dançar (apesar de pessoalmente, achar difícil evitar). Só aprecie essa melodia deliciosa, cantada lindamente por Elba Ramalho e Geraldo Azevedo no primeiro Grande Encontro (que, falando em álbuns, é daqueles que tem que ter).

Quando fevereiro chegar… tudo pode acontecer, né? Nada como um dia após o outro pra gente sempre ter todas as possibilidades do mundo pela frente.

A música é Chorando e Cantando.

Quando Fevereiro chegar
Saudade já não mata a gente
A chama continua
No ar
O fogo vai deixar semente
A gente ri a gente chora
a gente chora
Fazendo a noite parecer um dia
Faz mais
Depois faz acordar cantando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer
Faz desacreditar de tudo
E depois
Depois amor ô, ô, ô, ô

Ninguém, ninguém
Verá o que eu sonhei
Só você meu amor
Ninguém verá o sonho
Que eu sonhei

Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar
Na luz
De cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina
Me faz
Virar um astro incandescente
O teu amor faz cometer loucuras
Faz mais
Depois faz acordar chorando
Pra fazer acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer
Faz desacreditar de tudo
E depois
Depois do amor ô, ô, ô, ô

Fechada pra balanço

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Este fim de semana foi fechada, quieta em casa. Tanto curtindo a casa nova, quanto enfrentando uma gripe. E uma TPM… figa pé de pato mangalô três vezes!!!

Achei essa música linda pra combinar com o humor, huuuum, peculiar, dos últimos dias.

Ele, sempre ele.

Descobertas dos convidados

Hoje estou postando uma música do convidado Luiz Otávio, parceiro de tantas coisas e tantos jazz.

Ele é desses ratos de festivais de jazz, ta sempre descobrindo coisas tb. Ele descobriu o Omri Mor na Festival de Jazz da Savassi, assim como eu.

Já coloquei uma música dele aqui, uma apresentação de tirar o fôlego.

O artista de hoje é Daniel Zamir, outro israelense, com várias parcerias com o Omri. Essa música tem participação do cara inlcusive e também de Avishai Cohen e Omer Avital. A música é do album Amém, e vale a pena ouvir inteiro.

 

 

 

Deixo aqui também essa apresentação fodástica.

 

 


The Rip Tide

Beirut foi aquela banda pela qual me apaixonei loucamente por causa de uma música, a maravilhosa Elephant Gun. Pouco depois, escutei The Flying Club Cup (álbum que saiu no mesmo ano do single) e, apesar de ter gostado bastante de Nantes (atenção pro clipe, adoro), não me empolgou muito.

Fiquei sabendo no final do ano passado do lançamento do CD novo deles, The Rip Tide. Não curti muito.  (Sim, eu mudei um pouco a proposta de falar dos melhores de 2011 pra falar do que eu escutei em 2011; achei válid0). Entendi que eles tentaram colocar uns elementos mais eletrônicos talvez, como na faixa Santa Fe, que é bem interessante, mas o álbum como um todo foi um pouco decepcionante.

Escute essa, e se curtir ouça o álbum. Mas se não gostar das outras… Não diga que eu não avisei.

 

 

Batom vermelho

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Enfim, o clipe saiu!! Comecou a rodar ontem na internet! Tenho que confessar: semana passada assisti o teaser desse video, fiquei com a música na cabeça dês de então… Explicando:

Gosto da Mallu Magalhães dês do primeiro disco. Na verdade, dês do estouro no myspace. Sempre achei o som dela uma delicia, leve, felizinho. A figura dela era meio estranha: não falava direito, adolescente meio sem jeito, olho pintado de azul bizarramente… Figura estranha. Ok, menina novinha! Antes do bafafá do namoro com o Camelo, eles gravaram uma das musicas mais lindas dos últimos anos: Janta. Romântica, leve e verdadeira.

Bom, veio o segundo disco dela. Legal mas meio sem graça. Daí então, lá pra setembro/agosto do ano passado, veio o Pitanga. Amo esse disco. Acho engraçado que ele é quase um reflexo do ultimo disco do Camelo, feito explicitamente pra Mallu. Assim como o dela foi feito pra ele.

Esse video ficou lindo! Ela cresceu e esta virando uma mulher linda! Aprendeu que maquiagem não é um olho pintado de azul, mas um olho pretão maravilhoso.  Que o batom vermelho faz sim o dia de uma mulher. Graças a Luna, descobri o poder de uma boca vermelha, a força do Ruby Woo na vida de uma pessoa… A música fala também da maturidade que vem com o tempo. Não que alguém de 19 anos deva se intitular ‘velha’, mas ter a alegria como dom é quase divino. Assisti uma entrevista delas Mallu sobre a musica, onde ela liga o velha ao amor pela experiência, amor ao que nos tornamos.

E realmente: não vem tirar meu riso frouxo! Hoje vou passar batom vermelho, com certeza!

Dobradinha

Já que no post anterior, impulsionada pelo vigor da vida (hahaha, da onde eu tirei isso?), escrevi sobre o Felipe Continentino, baterista de BH, hoje vou falar da parceria dele com o Frederico Heliodoro. Outro cara que acompanho e admiro aqui em BH.

Vamos lá, currículo. Contrabaixista, guitarrista, compositor, arranjador, produtor … ganhou prêmio BDMG em 2009. Ta conquistando o espaço aqui em BH e já lançando vôo pelos SESCs. Toca sempre nas casas de Jazz de BH, tá sempre arrassando e tocando com gente de primeira. Ele e o Felipe estão sempre tocando juntos. O soundcloud do moço da recheado de música boa. O Fred tem aquela linha tênue do menos é mais, das coisas fluirem, da música simples ser boa. Você vê um toque bem brasileiro no jazz dele. Isso é muito bom. Genuíno.

Hoje eu deixo aqui a música Enquanto não chega, delicada e brasileira que só.

ps: Foto de Rafael Furst

The King is Dead

 

Voltando a falar dos álbuns que mais mais gostei em 2011. Eu não sei quando comecei a gostar de folk, mas foi em algum ponto do ano passado. Jé mencionei The Decemberists aqui com Rox in the Box – minha preferida desse álbum, mas agora venho falar do CD como um todo.

Folk sim, mas divertido, musical. Ultimamente não tenho tido tempo pra escutar música fora os momentos em que estou no carro, e sei que é uma referência repetida pra mim, mas… Ótimo álbum pra escutar no carro! Uma música agradável e que não vai te distrair no trânsito.

A escolhida de hoje é Down by the Water.

quem dança seus males espanta

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Sexta passada fui pela segunda vez a uma apresentação do Fatboy Slim. Não costumo mostrar muito esse lado aqui no Musique, até porque ando escutando muito pouco de música eletrônica. Mas, pra variar, essa paixão vem com uma história…

Na minha adolescência estorou a moda de raves. Fui em algumas, em umas festinhas menores, gostava mas não muito. Quando ‘Praise you’ do Fatboy estourou, descobri que dava pra ouvir aquilo em casa, mas ainda não era uma paixão. Foi durante a faculdade, numa cidade do interior, uma amiga muito especial e querida começou a trazer alguns DJs amigos dela de Sampa pra tocar pra gente. Primeiro era em algumas festas grandes da cidade, com um after mais restrito. Acabou acontecendo um movimento lindo: eram festas só pra gente, só com amigos queridos, DJs queridos, música boa, lugares lindos. Ali eu aprendi a dançar, dançar até me acabar! Colocar pra fora o que tem que ir pra fora, renovar a alma, abraçar forte os amigos queridos e sentir feliz e grata por dividir aquele momento com eles. Enfiar os pezinhos conscientemente na jaca, com toda vontade. Como diria um velho marujo que conhecemos nessa época: ‘só vivendo pra saber’.

Sexta foi assim: dia de ficar leve de novo. Dia de espantar os males, de chegar em casa exausta, suada, com as pernas e os pés doendo, pesando uns 10kg a menos. Consciência leve.

A música que escolhi pra hoje nem é do Fatboy, mas de um outro pessoal muito legal, Basement Jaxx. Essa música em especial, tocou em uma das primeiras festinhas.

Pra mim, a hora é disso: let it all go!

P.S.: no show de sexta rolou uma projeção com frasesinhas muito foda. Procurei ela completa, mas não encontrei, ainda. Segue aqui o pedacinho que encontrei:

“Drink more drink, live more life, kiss more frogs, dream more dreams, bite more cherry, lose more control, see more stars, say more ops!, fill more boots. More everything for everyone. More everything”

Vigor!

Bateria é um dos instrumentos que me hipnotiza. Na verdade não o som da bateria somente em si, mas o jeito de cada baterista tocar.

Todos os instrumentos têm emoção, têm interpretação, mas bateria tem um vigor que me impressiona.

Já tive algumas oportunidades de ver bons bateristas, principalmente os de jazz, aqui em BH, e em festivais de Jazz por aí.

Felipe Continentino é um desses bateristas que me deixam estática. Concentração, vigor e trejeitos que tornam a coisa um espetáculo.

Acabei de saber que o moço está gravando um cd de músicas próprias e já fico ansiosa para ouvir e postar!

Hoje deixo aqui uma música daquelas que eu chamo de FUDEROSA, Space between glasses. Escutei algumas vezes seguidas e o feeling da música não sai de mim.

Ps: Gostaria de saber mais musicalmente sobre o moço, mas não sei! Só sei que ele toca em BH e o vejo sempre pelos bons shows da cidade. Mas quando sair o cd farei um release.

ps2: não sei de quem é a foto, peguei no face do moço.

Wild side

Eu amo Lou Reed, eu amo o Velvet. Apesar da música ter um tema um tanto quanto pesado, essa lindezinha de hoje tem uma levada leve, gostosinha, tranqüila. Até suave. E um refrão emblemático.

Enfim, linda, do inicio ao fim.