do it, and do it now!

Começo essa semana com uma música que quero postar dês do primeiro dia de Musique: ‘Don´t wait too long’, da minha querida Madeleine Peyroux. Conheci essa música no programa de rádio do meu querido Pedrito, e fiquei completamente apaixonada. Não só a voz leve, linda. Não só a levada tranquila. Mas a letra – meu ponto fraco. Alguém te lembra que a vida passa, e que se a gente espera demais, ele passa sem você experimentar o que ela pode te ensinar. Fala que sofrer faz parte, sorrir, tentar, perder tudo… até encontrar seu caminho. De tempo em tempo me pego ouvindo essa música no repeat eternamente: pra e lembrar de não desperdiçar meu tempo, lembrar que tentar é importante e acabar com o coração em frangalhos faz parte. Mas mesmo assim, tentar. Já escrevi sobre essa música outra vez, alguns meses atrás. Boa mensagem pra uma segunda, né? Boa mensagem pra vida toda!

“Take a chance, play your part
Make romance, it might brake your heart
But if you think that time will change your ways
Don’t wait too long”

Ahhhh, a foto!!! Essa foto foi tirada no festival Tudo é Jazz de 2009. A Madeleine veio e fez um show maravilhoso junto da Mart’nalia, em homenagem a Billie Holiday. Consegui uma foto entre duas grandes estrelas da noite: Madeleine e Bucky Pizzarelli. Uma honra imensa!!

Camiranga que me encanta

“Camiranga é urubu. Um de pena marrom e cabeça vermelha, o que se arrisca. Sem a sua aprovação, nem larva come a carne. Injustamente malvisto e mal falado, como todo urubu, é mestre na arte de planar. Procura entre os cheiros que sobem da terra o que lhe cabe. Quando encontra, cumpre com majestade sua função na Terra, transformando carne podre em energia e vitalidade para voar, voar, voar…”

 

As impressões às vezes confundem. Sempre tive uma certa fascinação pelo vôo do urubu, enquanto à maioria sentia uma certa repulsa quanto aos seus hábitos alimentares. Desde pequena, me impressiona (mas de uma maneira positiva) um bicho comer carne morta, se alimentar, viver, voar, voar, pois seu vôo é magnânimo. Quando me deparei com a o significado de Camiranga – urubu de bico vermelho – fiquei mais impressionada do que já estava com o som desse grupo. O vôo, me lembra o canto, pois não há nada mais livre que uma palavra cantada. Morte e vida me lembram a vitalidade, que me remete à Minas, suas paisagens e seu povo. Pra mim ouvir Camiranga foi isso: canto, liberdade, vitalidade, suavidade e Minas …

Não tenho mais a dizer, estou encantanda …

A música que mais me chamou atenção de primeira, foi Palavra, pela sonoridade, pelo suingue (meu ponto fraco!) e a letra …

 

Depois me apaixonei pela força de Boca Miúda … me faz arrepiar a alma …

 

Pela primeira vez não consegui escolher uma música só.

 

E ainda de lambuja vai um video que a querida Fernanda de Paula (a voz das montanhas …) me enviou, da gravação do CD. Ver a serenidade e a felicidade dos músicos é compensador.

 

Em tempo, as músicas foram retiradas do segundo CD do Camiranga, que será lançado em Novembro, Da Afonso Pena à Paulista. Camiranga é formado por:

Fernanda de Paula: Voz

Léo Nascimento: Voz e violão de 8 cordas

Rômulo Albuquerque: Percussão

João Rocha: Baixo e cavaquinho

Lá no fundo

Acredito que a maioria das músicas sejam criadas com algum propósito – comercial ou político, para dançar ou relaxar, enfim. Imagino também que muitas percam esse propósito durante a sua trajetória ou ele seja alterado por algum evento pessoal ou não. Uma música que você ama pode marcar um dia ruim e virar “persona non grata” do seu playlist de uma hora pra outra. Mas estou desviando do assunto.

Quando eu escuto uma música que mexe muito comigo fico pensando se ela foi feita com esse propósito. “Nossa, essa vai ser de chorar”, ou “essa vai trazer lembranças de todo tipo à tona”. Um bom artista, capaz de colocar suas próprias emoções em sua obra, consegue fazer com que o espectador se identifique e se emocione, sim. A pergunta não é essa, a pergunta é: até que ponto ele (o artista) tem a consciência do quão intenso isso pode ser?

Divagações à parte, uma música que não me lembra nenhuma pessoa em especial, nem marcou nenhum evento importante da minha vida, que não tem uma letra com a qual eu me identifique e ainda é um cover do Tears for Fears. Mas quando o violoncelo começa a tocar na segunda parte, eu sinto ele tocando lá no fundo, onde a razão não explica.

A música é Mad World e o artista Gary Jules.

Vale a pena dar uma atenção pro clipe, dirigido pelo Michel Gondry.

sob controle?

 

Toda banda de rock tem uma baladinha no disco, é clássico. Hoje vou postar a baladinha que não sai da minha cabeça nem com reza braba: ‘Under control’, do Strokes.

Casablancas & Cia conseguiram mais uma vez deixar a marquinha numa passagem da minha vida. Tanta coisa acontecendo, tanta coisa que parece estar sob controle… enfim: confusões!

“I don’t wanna change your mind,
I don’t wanna waste your time.
I just wanna know you’re alright.
I’ve got know you’re alright;
You are young, darling
For now, but not for long
Under control”

Um show pra ficar na memória da emoção

As palavras até fogem, mas vou buscá-las, para tentar descrever um momento que foi praticamente indescritível.

Dia 20, quinta-feira passada, fui assistir ansiosa o show Músicas do Espinhaço no teatro Dom Silvério.

Emoção, é a palavra que mais cabe.

O cd primoroso Jardim do Mundo, recém lançado, foi tocado com uma emoção a flor da pele. Mais à flor da pele estávamos nós na plateia. Lindo ver a cumplicidade dos amigos-espinhaço no palco, a serenidade e a felicidade estampada na cara de cada um. Músicas que nos fazem pensar em coisas boas, em momentos bons, em lugares lindos, em pessoas especiais. Me faz lembrar cada pessoa que eu conheço nas viagens, na simplicidade do povo, no aprendizado com a natureza …

E  pra surpresa, esse ano tiveram lindas participações. Foi encantador conhecer e ver a Fernanda de Paula, cantora mineira que mora em São Paulo, cantar com toda a firmeza e suavidade de sua voz macia as músicas do espinhaço. Como disse o Bernardo do palco, parafraseando a Elis que disse que se Deus tivesse viz, cantaria com a voz do Bituca, se as montanhas tivessem voz cantariam com a voz da Fernanda. Foi lindo ver o trio de vocal Cássio Tiso, Vânia de Morais e Cristina Gabriel emprestando suas vozes em algumas músicas, e foi forte e marcante ver o pessoal ( Isabela Leite, Marcos Henrique, Túlio Nobre, Pedro Martins, Júlia Dias, Elisa de Sena, Josi Lopes, Bela) do tambor entrar com aquela energia, o tambor que me lembra a força da terra, tocando em uma das músicas que mais representa pra mim a singularidade do espinhaço e do seu povo, na música De repente Cabeça de boi.

E hoje, além de tentar fazer vcs imaginarem como foi ter o olho brilhando de tanta emoção, deixo aqui o clipe de De repente Cabeça de boi, que toda vez que eu vejo tenho vontade de chorar, ver os queridos do povoado de cabeça de boi sorrindo e cantando.

 

 

Ah, as fotos são da minha mamis, Alice Okawara. Cliques pra lá de lindos.

O jardineiro

Muito do que escuto hoje é reminiscente de um outro grupo de música do qual participei, e muita coisa que aparece aqui veio de lá. Aqui somos três, lá éramos 6 (entre idas e vindas), e os estilos consequentemente mais variados.

Um dos artistas que me foram apresentados na saudosa Escutatória que eu mais gostei foi um multinstrumentista sueco chamado Kristian Matsson, de nome artístico The Tallest Man on Earth. Cantor de folk com uma voz bem peculiar, teve seu estilo comparado com Bob Dylan; eu não chegaria a tanto mas… lembra um pouco, vai.

The Gardner – faixa 6 do álbum de estréia do moço, Shallow Grave – é uma música com uma letra bem peculiar, sobre um homem que fantasia sobre espiões indo à sua casa dizer à sua amada de todas as mentiras que ele já contou, e todas as coisas que ele esconde dela. A solução do jardineiro é simples: dar um fim neles e usar o que sobrou para adubar o jardim “and now that death will grow my jasmin / I find it soothing I’m afraid“.

É a Suécia me surpreendendo mais uma vez.

ela & ele

Cismo com alguns filmes, que acabam virando um tipo de guia para algumas situações ou épocas da minha vida. Uns 2 anos atras, depois de ouvir milhares de vezes no finado e maravilhoso PodCast de Cinema da MTV, resolvi assistir o filme 500 dias com ela (ou 500 days of Summer). Sabe um filme que você já assiste com certa desconfiança que vai amar? Pois é, foi assim com esse. É uma história muito legal. Sobre amor e desilusão, pessoas em momentos diferentes, expectativas… sem firula, sem floreio, sem romancezinho melado. De um jeito que todo mundo já deve ter passado, com coisas que todo mundo já deve ter sentido… me vi ali na fossa punk do Tom Hansen. Mas acho que o mais importante é a trilha sonora sensacional: The Smiths (sim, só fui conhecer eles melhor por causa do filme…), Regina Specktor, Carla Bruni entre outros muito bons. E a melhor novidade pra mim: She & Him, a banda da atriz principal, Zooey Deschanel. Comecei a escutar o então único disco deles, Volume I. Uma delicinha de som, tranqüilo, alegre, com letras excelentes.

Hoje posto o video de uma música da banda, onde os protagonistas são os mesmos do filme: Zooey e o ator Joseph Gordon-Levitt. O diretor do vídeo também é o mesmo do filme, Marc Webb. Como a própria atriz/cantora fala no inicio: bom pra quem viu e gostou do filme e bom pra quem ainda não assistiu. Essa música foi o primeiro single da banda, uma das minhas preferidas. Existe um outro vídeo da música, hilário! Mas perde um pouco do climinha do filme que quero passar: assisti ele outra vez no fim de semana, depois de 2 anos ouvindo a trilha constantemente. Adoro quando isso acontece! Tanto o filme quanto as músicas ganham um outro contexto, um outro significado: parece que a familiaridade com as musicas faz o filme ficar mais redondo, inserem as coisas mais certinho no seu lugar. Meio viagem minha, mas é um pouquinho como sinto.

Resumindo: o filme vale MUITO pena, a trilha sonora é imperdível. Serio mesmo, imperdível.

E She & Him? Entrou pra minha listinha de bandas preferidas. Simples assim.

“This is a story of boy meets girl. The boy, Tom Hansen of Margate, New Jersey, grew up believing that he’d never truly be happy until the day he met the one. This belief stemmed from early exposure to sad British pop music and a total mis-reading of the movie ‘The Graduate’. The girl, Summer Finn of Shinnecock, Michigan, did not share this belief. Since the disintegration of her parent’s marriage she’d only love two things. The first was her long dark hair. The second was how easily she could cut it off and not feel a thing. Tom meets Summer on January 8th. He knows almost immediately she is who he has been searching for. This is a story of boy meets girl, but you should know upfront, this is not a love story.”

Mohandas, isso aí!

Só pra fugir um pouco do circuito, essa banda é do Rio de Janeiro (mas com um pé em minas!).

Conheço tem pouco tempo. Um dos integrantes, o Estevão fez faculdade comigo, mudou pro Rio. Cara bacana, boas conversas. Começou a tocar com um galera lá e sempre via divulgação de uma coisa ou outra. Até que um tempo atrás eles divulgaram um clipe da banda, que se chama Mohandas. O nome é bem legal, e pra quem não sabe, é o primeiro nome de Gandhi. Nem sei se a inspiração foi exatamente essa ao dar o nome da banda, mas pra mim é lindo, simbolicamente e sonoramente.

A música é a primeira do EP, que tb se chama Mohandas.

Mohandas é:
Bel Baroni
Diogo Jobim
Dudu Lacerda
Estêvão Senra
Luiza Mayall
Micael Amarante
Nana Orlandi
Pedro Rondon

O EP deles está disponível para download em: http://www.mohandas.com.br/

O melhor de tudo, dia 05 de novembro tem show deles em BH!!! No Espaço Fluxo, lugar bacana lá em Santa Tereza.

Electrofunk

Se esse nome parece com algum tipo de música eletrônica reminescente dos anos 80, é porque é exatamente isso. Electrofunk é a palavra que o duo canadense/estadunidense e árabe/judeu Chromeo escolheu para descrever seu estilo de música. Brega? Sim, como não – estamos falando de anos 80. Mas ideal pra uma sexta começar despretensiosamente animada.
Business Casual é um álbum de 2011 e o terceiro do duo. As músicas seguem mais ou menos o mesmo estilo, e por vezes a mesma batida (o que pode ser um pouco cansativo se você não estiver no clima).
A música que escolhi pra hoje chama-se Hot Mess, minha preferida do disco e uma das faixas que tocam no meu carro quando a noite promete.

 

surpresa boa – parte II

Hoje continuo (e finalizo) meus posts sobre boas surpresas em vídeos de música. Ah, e corrijo o terrível erro de até hoje nenhuma de nós ter postado uma música do Lenine! Absurdo!

A música que vou postar está entre as que eu mais gosto no disco ‘Labiata’. Isso talvez por ter associado ela imediatamente a uma outra queridíssima amiga que tá looonngeeee… Quando ouvi, senti como se fosse um cara completamente admirado por aquela mulher maravilhosa, que passa arrancando suspiros, anda com leveza, calma… e magra! Na hora associei a um desfile, a modelos lindas. Por isso a associação com essa minha amiga (também talentossíssima!). Outro dia descobri que a música tinha um clipe oficial. E qual não foi minha surpresa! Floresta, musgos, orquídeas. E uma mulher linda nesse meio, sendo igualmente enaltecida pela música. Fiquei um pouco em choque, mas amei esse vídeo! E o Lenine arrasa! Sou apaixonada pelas músicas dele…

Bom, quis colocar os dois clipes essa semana pra comparar mesmo. Como às vezes construimos uma idéia sobre uma música e acaba sendo completamente diferente. Ou não. Os 2 videos são contrarios: Paper Bag acabou por ser exatamente o que eu entendia e esperava da musica. Em ‘Magra’, minha expectativa era de algo chique, modelos em passarelas. A visão do Lenine foi uma floresta. Completamente o contrário, não menos lindo.